[[legacy_image_296231]] Feche os olhos e imagine o quadro Campo de Trigo com Corvos, de Van Gogh, criado em 1890. Agora, abra os olhos: não se assuste se você estiver dentro da própria cena idealizada pelo pintor holandês. Essa experiência será real na exposição Vincent – Paisagens de Van Gogh, que estreia amanhã, no Litoral Plaza Shopping, em Praia Grande. A mostra, que já rodou por várias cidades do Brasil – em São Paulo, um dos locais em que esteve em cartaz foi no Shopping Iguatemi –, é uma viagem imersiva na vida e na obra de Vincent Van Gogh (1853-1890), um dos maiores artistas de todos os tempos, mestre do pós-impressionismo. [[legacy_image_296232]] O projeto inclui 8 salas temáticas que exploram os principais momentos do pintor por meio de tecnologia sensorial, cenários imersivos e narrativas integradas. As obras são reprod’uzidas por projeções, ganham vida por meio de cenografia detalhada e uma experiência sinestésica única, com luzes, sons e cheiros. O início da experiência é em uma sala branca que recria um cartão postal compartilhado entre Vincent e seu irmão, Theo, apresentado em letras tridimensionais. Theo era o único suporte e esteio do irmão pintor, cuja arte foi incompreendida enquanto vivo, tendo morrido como louco. A viagemNa segunda sala, Campo de Trigo, é explorado o quadro citado no início desta matéria, que foi produzido nas últimas semanas de vida do pintor, a obra evidencia um dos aspectos marcantes de sua obra: a capacidade de transformar em cores e formas vibrantes, suas dores e angústias. A viagem continua na próxima sala, Labirinto da Flor de Íris, onde o público se depara com uma cenografia de grandes proporções, que se assemelha a um pequeno jardim repleto de flores de íris. Um labirinto é formado, permeado pelo aroma característico dessa flor. Desde suas primeiras correspondências até suas últimas obras de arte, Van Gogh manifestou um fascínio extraordinário pelo mundo natural. [[legacy_image_296233]] A Praça da Amendoeira, a próxima sala, ou estação, faz alusão à obra Amendoeira em Flor, de 1890, um presente de Van Gogh ao irmão Theo e sua cunhada Jo, que acabara de dar à luz. Theo escreveu ao irmão sobre o nascimento do filho: “Vamos chamá-lo com seu nome e desejamos que ele seja tão determinado e corajoso quanto você”. O teor evidencia a admiração do irmão por Vincent. As luzes das estrelas, por vezes a única companhia do pintor, estão no centro da sala Banho de Lua, que faz referência ao maravilhoso Noite de Verão em Arles (1888). Nesse cenário, os visitantes podem mergulhar completamente na obra por meio de uma sala imersiva. O chão exibe uma projeção das águas apresentadas no quadro, enquanto ventiladores holográficos criam a sensação da turbulência das estrelas, permitindo que as pessoas observem os detalhes desta obra de forma envolvente. Entrando na reta final e ponto alto do circuito, a obra do artista é revelada em uma experiência imersiva com projeção em 360°. Os visitantes podem explorar os principais marcos de sua carreira, mergulhando em imagens reflexivas que destacam sua trajetória artística. Gran finaleNa sala seguinte, Foto Pintada, um convite às redes sociais: o visitante pode tirar uma foto com um filtro especial que o colocará dentro de uma obra. Além disso, uma das paredes dessa sala é composta por chapéus de palha como o usado pelo artista. O final, Bosque dos Espelhos, é inspirado no quadro Vegetação Rasteira com Duas Figuras, pintura de 1890. O visitante se despede da mostra como se estivesse caminhando pelo bosque retratado pelo pintor na obra, a partir da reflexão dos espelhos, proporcionando outro espaço para fotos instagramáveis. [[legacy_image_296234]] Enfim, Paisagens de Van Gogh é um convite para experimentar uma imersão vívida e envolvente, absorvendo um pouco da genialidade do próprio artista.