[[legacy_image_264224]] Santos terá um final de semana de choro: será sem lágrimas, mas com toda a emoção que só um dos mais tradicionais ritmos brasileiros pode proporcionar. Organizado pelo Clube do Choro, a Semana do Choro de Santos apresenta nove shows, roda de conversa temática e feira de artesanato. As celebrações celebram dois expoentes do ritmo, Waldir Azevedo e Pixinguinha. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Este ano estamos reverenciando o centenário do grande cavaquinista Waldir Azevedo. A programação traz um show especial com o repertório dele e também debate a obra e o legado de Pixinguinha, cuja morte acaba de completar 50 anos e que é a principal referência do choro. Nosso objetivo em eventos como este é fortalecer o patrimônio imaterial do Brasil”, conta Luiz Pires, vice-presidente do Clube. Embora oficialmente o Dia Nacional do Choro seja celebrado em 23 de abril, a data que se supunha ter sido a de nascimento de Pixinguinha, pesquisas recentes apontam que o músico veio ao mundo em 4 de maio, portanto, no dia de hoje, mas em 1897 – ele morreu em 17 de fevereiro de 1973. Por isso, a abertura da semana será hoje, às 19 horas, na sede do Clube do Choro (Rua XV de Novembro, 68, Centro Histórico), com uma roda de música que terá a participação do norte-americano John Berman, acompanhado por Edinho Schmidt, Monteiro, Arizinho 7 Cordas e Alexandre Branches. Outro destaque da programação é a roda de conversa sobre o tema Pinxinguinha, Pelé e a formação da identidade brasileira. No sábado, às 14 horas, no foyer do Museu Pelé, debatem sobre o assunto o pesquisador de música brasileira e presidente do clube do choro, Marcello Laranja e o jornalista e músico Douglas Martins. Na mediação está o produtor cultural Jamir Lopes, idealizador e responsável pelo projeto cultural Chorinho no Aquário, que completa 16 anos no próximo mês. “Pixinguinha foi o Pelé da música. Misturou, com criatividade, valsas, polcas e modinhas, com elementos afro-brasileiros. E assim criou o Choro e mudou a música brasileira”, detalha Jamir.