Alaíde Costa está na abertura do festival, na quinta-feira, junto com a cantora santista Monna, interpretando Milton Nascimento (Samuca Kim/ Reprodução e Thiago Cunha/ Reprodução) A diversidade, seja ela a musical, a social ou a humana estará sob as luzes da ribalta de quinta a domingo, na 12ª edição do Santos Jazz Festival, cuja abertura, às 19 horas de quinta, no Teatro do Sesc (Rua Conselheiro Ribas, 136, Aparecida) reunirá um dos maiores nomes da MPB, Alaíde Costa, com o baiano Tiganá Santana e a santista, prata da casa, Monna, para uma homenagem à obra de Milton Nascimento, com a Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSMS). “Todo nosso line-up dialoga com a diversidade e a democratização da arte. Neste ano temos a honra de poder trazer ao palco a imensa Alaíde Costa, que está recebendo nos últimos tempos a reparação histórica pelo protagonismo na bossa nova e tudo que representa para a música popular brasileira”, analisa Jamir Lopes, curador, diretor do festival, que também assina a produção. Reforçando ainda mais o caráter da diversidade e a integração da Pessoa com Deficiência Intelectual, o casal Samuel Sestaro e Isabela Correia serão os mestres de cerimônia da noite de abertura, cujos ingressos, gratuitos, estarão à disposição do público a partir de 19 horas de quinta-feira, na bilheteria do teatro do Sesc Santos. Mais atrações e encontros Como já é tradição das onze edições anteriores, após a estreia, o palco principal do Santos Jazz migra para os Arcos do Valongo (Rua Comendador Neto, 3, Valongo, Santos). É lá que seguirá a alquimia musical, com homenagens, ainda, a Johnny Alf, com Vitor Cabral Quinteto e Thalma Freitas, na sexta-feira. Também na sexta, outro homenageado será Chico Buarque, que completou 80 anos em junho. Para celebrá-lo, sobem ao palco do Arcos do Valongo, Choro de Bolso e Conrado Pouza. As homenagens e citações permeiam praticamente todo o festival este ano. Black Mantra e BNegão reverenciam Tim Maia, no show Racional, ainda na própria sexta. No sábado, os ritmos e a tradição latina serão lembrados, com Quimbará, que toca as canções de Buena Vista Social Club; na sequência, a cantora Indiana Nomma presta tributo a Mercedes Sosa, no show A Voz dos sem Voz. No domingo, Adriano Grinenberg canta Ode a Dorival Caymmi. E nos seus 25 anos, o Clube do Balanço celebra no palco do Santos Jazz, fechando a programação do 12º Santos Jazz. “Realizar um festival reverenciando os grandes mestres da música e apresentando os novos é o grande prazer e desafio de todos os anos. A cada edição tentamos trazer artistas que de certa forma espelham a sociedade com suas diferenças e pluralidades. Estar nessa sintonia faz com que nosso público também seja diverso, exatamente como é formada uma sociedade”, festeja Denise Covas, diretora executiva do Santos Jazz. Além da música, nos Arcos do Valongo, o evento terá praça de alimentação e feira de economia criativa. (Reprodução)