A ligação com a infância, as raízes, é um dos atributos para alçar o voo da imaginação... (Alexsander Ferraz/AT) O público já pode conhecer um pouco não só da obra, mas também das origens do artista plástico Rubem Robierb. Na noite desta quinta-feira (19), a exposição Raízes para Voar foi oficialmente aberta na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos. A mostra fica em cartaz até 27 de outubro. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! “Tem sido uma experiência superpessoal para mim. É a minha primeira exposição no Brasil desde que eu me mudei daqui, 18 anos atrás. Minha carreira está toda nos Estados Unidos e Europa. Finalmente eu tenho oportunidade de estar expondo o meu trabalho aqui”, relata o artista. Natural de Bacabal, no Maranhão, o artista é conhecido por explorar as complexidades da vida moderna através de metáforas visuais. Na mostra Raízes para Voar, Rubem volta-se à própria infância, em uma instalação no Salão Nobre, com a escultura de um menino em uma canoa, segurando uma lamparina. No barco, atrás dele, uma árvore seca do manguezal se debruça sobre o menino, mas é mantida à distância por uma rede cheia de borboletas. Aos pés da árvore, em suas raízes, há brinquedos. Já nos jardins do Casarão Branco, outra escultura de menino, caçando borboletas com uma rede. Em torno dela, houve uma cerimônia, com distribuição de minilampiões, pelo artista aos presentes – simbolizando a luz da imaginação. ...representado também nas luzes, distribuídas pelo artista aos presentes (Alexsander Ferraz/AT) “A história toda da canoa é porque essa escultura retrata uma das minhas primeiras lembranças de infância, quando eu passeava de canoa no Rio Mearim, no Maranhão, onde eu comecei. A distância do rio para minha casa era como daqui (Pinacoteca) para o mar. Eu fui criado e caçando borboletas nos matagais”, recorda. Bianca Cutait, empresária do artista, disse que escolheu o local da exposição junto com Rubem por conta da ligação de Santos com Miami. “A gente percebeu exatamente a mesma sinergia com o porto (de Miami e Santos) e o potencial que Santos tem para ser um grande receptor da cultura brasileira no Estado”. O artista já almejava expor suas obras no País onde nasceu, conta o curador, Antonio Carlos Cavalcanti Filho. “Foi amadurecendo pós-pandemia. O convite surgiu. Em uma visita a Santos no começo do ano ele se encantou (com o Casarão)”. Variedade O presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto, Roberto Clemente Santini, ressaltou a importância do Casarão Branco abrir espaço a vários tipos de arte. “Conversei muito com ele (Rubem). É uma pessoa que saiu do interior do Maranhão e conquistou o mundo”. A mostra está aberta ao público de terça a domingo, das 9 às 18 horas, na Avenida Bartolomeu de Gusmão, 15, Boqueirão, Santos.