[[legacy_image_63686]] O santista Bruno Fracchia lança, neste sábado (20), o monólogo Algumas Histórias, uma obra-homenagem ao ator Paulo José. O trabalho é apresentado no canal do YouTube do ator no mesmo dia em que o artista completa 84 anos de vida. A peça, de 60 minutos, é livremente inspirada no livro Memórias Substantivas, de Tânia Carvalho. A publicação conta a história do ator de cinema, teatro e televisão, da criação do Teatro de Arena e seu casamento com Dina Sfat, além de outros detalhes de sua vida pessoal e profissional. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Abordando temas como infância e adolescência do artista, relação pai e filho, Teatro de Arena, Cinema Novo, casamento com Dina Sfat, televisão e Parkinson, Algumas Histórias é uma homenagem que emociona e que deixa ao seu final uma mensagem de esperança e uma lição de vida”, descreve o foyer da peça de Fracchia. Para ele, que admira o artista há quase duas décadas, vivê-lo nos palcos tem um sabor especial. Agora, transformar a peça em audiovisual é mais reconfortante. Segundo Fracchia, a peça, que ele já encenou mais de 70 vezes, foi apresentada em locais como Barueri, São Paulo, Rio e Curitiba, com boas críticas. “Amo o teatro, mas nada como o audiovisual para conseguir transmitir esse meu desejo de apresentar a obra do Paulo aos mais jovens e resgatar memórias dos mais velhos. Ele é um artista muito maior do que podemos imaginar”. O ator e roteirista explica que tinha vontade de fazer esse monólogo desde 2007. Dois anos antes, ainda na Faculdade de Artes Cênicas da Universidade de São Paulo (USP), leu a biografia do ator e fez uma conexão parecida com sua história. Enquanto o Parkinson já ameaçava dar sinais de que atrapalharia a carreira de Paulo José, Bruno havia passado por um acidente grave, em que os médicos deram poucas esperanças de que ele conseguisse subir num palco novamente. “Felizmente, seis meses depois do acidente eu já estava no palco. E dez meses depois, fiz a peça. Me emocionei muito ao voltar ao palco”, recorda. Ao terminar de ler o livro, o santista fez sugestões dentro da universidade para levar Paulo até lá, mas recebeu uma ideia em troca: “Por que você não faz uma cena?”, sugeriu um professor. “Na época, eu nem cogitei. Anos depois é que fui estrear”, diz. Teatro de arena A peça surgiu em 2013 e foi um sucesso. No entanto, as filmagens não eram suficientes para esse novo projeto. Foi aí que ele conseguiu chegar num bom resultado, gravando no Teatro de Arena de São Paulo, mesmo lugar onde Paulo explodiu. “Por uma coincidência, acabei chegando primeiro sozinho lá (no teatro). Foi emocionante demais estar ali, sentir aquela energia. Quando fui tirando o texto, recordar do Paulo naquele espaço. Foi ali que ele e a Dina (Sfat) tiveram sua primeira atração, é especial”. Ainda na época em que apresentava Algumas Histórias, no Rio de Janeiro, o diretor santista conta que foi visto por Bel Kutner, filha de Paulo José. Surpreendentemente, dali foi possível o encontro dele com Paulo. Era abril de 2015. “Ele foi atencioso, estava andando, me ofereceu chocolate. Como já trabalhei com pessoas com Parkinson, fiquei surpreso com sua reação. Ele até dirigiu a foto. Tiramos mais de uma para ficar boa”, lembra.