Lançamento do livro será na Rua XV de Novembro, em Santos (Reprodução e Alexsander Ferraz/AT) Um livro, um boteco. Se estivesse vivo, o poeta e compositor Jair de Santos Freitas certamente gostaria do que se está ‘armando’ para o lançamento de seu livro póstumo Carayba Piranga (Realejo Edições). No domingo (29), o sarau Boteco do Poeta, às 18 horas, no Futrica - Economia Criativa (Rua XV de Novembro, 146, Centro, Santos) trará à luz em grande estilo uma obra que demorou demais para chegar ao público. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Demorou tanto quanto breve foi a passagem de Jair por este mundo: ele morreu em 2000, com 47 anos, mas vividos como uns 200. Ativista cultural, boêmio, tinha a madrugada por companheira, em cada sílaba um fruto do desbunde dos anos 70. Viveu tanto que, para além das palavras, era a sua própria poesia: em vida, só deixou um livro, a coletânea Rota Rota, lançada em 1985, e um punhado de canções. Agora, a Cavalo de Praia Produções corrige essa distorção e atualiza o tempo e o espaço do poeta no dia em que completaria 71 anos, nesse sarau que será praticamente uma ‘assembleia das artes’: estão previstas declamação dos poemas de Jair, por amigos, poetas e atores; exposições, uma delas gráfica, com os poemas de Jair, com cenário de Gilson de Melo Barros e design gráfico de Marcia Okida; outra mostra, de gravuras, feitas pela artista plástica Beatris Rota-Rossi especialmente para os poemas do livro. Também está prevista uma sessão de contação de ‘causos’, ou seja, um espaço aberto para quem conviveu com Jair possa relembrar peripécias e aventuras. Completando, uma jam session musical, reunindo Luiz Claudio de Santos, Julinho Bittencourt, Danilo Nunes, Paulo Maymone, Lincoln Antonio, Theo Cancello, Elenira Ribeiro, Kika Wilcox e João Maria, revisita as canções compostas por Jair. Como escreveu o jornalista Roldão Mendes Rosa, em A Tribuna, em 16 de juno de 1985: “Jairzinho de Santos Freitas conhece a lição de Rilke. Ama fazer poemas, mas não ama iludir-se com a poesia que faz (...) sei as voltas que um poema leva em suas mãos antes que apareça como poema. E nessas voltas, nesse vai e vem interminável, a poesia vai adquirindo contorno e corpo”. Após o sarau de lançamento, o livro estará à venda na Realejo Livros (Avenida Marechal Deodoro, 2, Gonzaga, em Santos), a R\$ 50,00.