[[legacy_image_63884]] Qual o papel da mulher na música? Para esclarecer esta questão e levantar apontamentos sobre a presença feminina nas big bands, o Festival Jazzmin’s promove debates e encontros sobre a presença feminina na primeira arte. O evento começa nesta quarta-feira (24), e segue até sábado (27), transmitido sempre a partir das 19 horas pelo YouTube do Festival Jazzmin’s. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O festival é promovido pela banda homônima, trazendo uma ampla troca de experiências entre mulheres envolvidas com atividades musicais. Segundo a pianista Lis de Carvalho, cofundadora da Jazzmin’s e uma das organizadoras do festival, o evento representa um espaço seguro para as mulheres trocarem ideias e expectativas sobre o mercado musical. “É importante discutir sobre a questão da igualdade de gênero nas formações musicais e toda a experiência da mulher dentro de vários setores da música. Isso também nos ajudará a andar um pouco mais, apesar de termos um longo caminho pela frente”, afirma. A programação conta com apresentações inéditas do grupo, palestras e mesas redondas, todas voltadas ao papel da mulher na música e aprofundamento de debates sobre a desigualdade de gênero nas artes. “Será um espaço de reflexão, de conversa e troca de experiências entre mulheres envolvidas com várias atividades”, explica Lis. Os temas das palestras são: Arte, mulher e periferia, com Bel Santos Mayer; Mulher e auniversidade, com Viviane Louro (PcD - UFPE), Graziela Bortz (Unesp), Eliana Monteiro (USP), Thais Nicodemo (Unicamp) e mediação de Camila Bomfim; Mulher e performance, com Vana Bock, Cássia Carrascoza, Joana Queiroz, Anette Camargo e mediação de Paula Valente; Mulheres e composição, com Catarina Domenici, Julia Teles, Patrícia Lopes, Julia Tzumba e mediação de Lis de Carvalho. A Jazzmin’s é a primeira big band totalmente formada por mulheres do Brasil. Criada em 2016, conta com 17 musicistas de todas as idades que buscam conscientizar e viabilizar a participação feminina na carreira musical. O festival é organizado por Lis, Paula Valente, Camila Bonfim e a produtora Amália de Vincenzo. Para a pianista, o valor do festival está na representatividade. “Sem dúvida queremos estimular mais mulheres na música ou reforçar às que tenham tido alguma experiência de negação ou restrição a continuarem. É importante que sintam que pertencemos a um grupo e que dentro desse grupo, podemos refletir, conversar e agir”. O festival tem apoio do Museu da Casa Brasileira e do Edital ProAC 60-2020.