[[legacy_image_132998]] Quatro anos após a última exposição póstuma de Tunga no Masp (O Corpo em Obras), o artista pernambucano ganha uma ampla retrospectiva no Itaú Cultural, Tunga: Conjunções Magnéticas, que será aberta neste sábado (11). A mostra reúne aproximadamente 300 obras – algumas inéditas, outras raras, pertencentes a colecionadores privados. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! São três andares que cobrem toda a trajetória artística (40 anos) de Tunga (1952-2016), artista reconhecido mundialmente e disputado nas feiras internacionais de arte. Esse, naturalmente, não é apenas um sucesso comercial, um mero fenômeno de mercado. Críticos respeitados como o inglês Guy Brett (1942-2021) e a francesa Catherine David revelaram publicamente o forte impacto provocado pela descoberta da obra de Tunga. Segundo Brett, a escultura do brasileiro busca um novo tipo de relação com o espectador que dispensa a chave intelectual e clama pelo sensual. A resposta para essa empatia imediata está no magnetismo dessa obra que elegeu a circularidade como elemento referencial. Até por isso o curador Paulo Venâncio Filho evitou organizar a mostra de forma cronológica. Ela é assumidamente circular. Seus trabalhos mais antigos se desdobram em novas peças, revelando em sua morfologia a origem de um código sintático típico da alquimia. A mostra do Itaú Cultural se prolonga no Instituto Tomie Ohtake, onde o público poderá ver desenhos, o antológico filme ÃO (uma viagem por um túnel em que entrada e saída não existem) e a obra Gravitação Magnética (1987), realizada com agrupamento de ímãs do tipo ferrite. ServiçoItaú Cultural. Av. Paulista, 149. Tel. (11) 2168-1777. 3ª/dom, 11h/19h. Instituto Tomie Ohtake. R. Coropés, 88, tel. (11) 2245-1900 3ª/dom., 11h/20h. Até 10/4/2022.