[[legacy_image_132156]] Uma exposição imersiva que mostra a beleza do oceano e, também, sua destruição. Essa é a Queremos um Oceano de Plástico?, que está sendo realizada no Ateliê Débora Volpe (Rua Oswaldo Cochrane, 71 - sala 54, Embaré), até dia 18. A entrada é gratuita, das 14 às 19 horas. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! São permitidos seis visitantes por vez. Ao entrarem nas profundezas da sala de 40m², colorida com luz azul, inspiração do oceano os visitantes recebem lanternas que os auxiliarão na descoberta de cerca de 40 quadros – que reproduzem fotografias do fundo do mar. O contraste vem no entorno das obras, onde há resíduos que compõem o espaço e representam o plástico no mar. Com isso, a iniciativa tem duas frentes. A primeira é homenagear Eliana Fernandes, que trabalhava como fotógrafa marinha do Serviço de Comunicação Institucional da Petrobras e, há 22 anos, sofreu um acidente vascular cerebral. Ela se desligou do serviço, mas há mais de cinco anos redescobriu sua paixão pela arte na pintura, fazendo aulas no ateliê. “Ela é um exemplo, tem um trabalho lindo. Mas nunca teve a oportunidade de expor suas obras”, conta a idealizadora da mostra e dona do ateliê, Débora Volpe. Desde o início do ano, o projeto vem sendo preparado. Todas as alunas participaram na confecção das telas inspiradas nas fotos de Eliana. ConscientizaçãoA segunda frente da exposição é a conscientização sobre o plástico no mar. Débora conta que sempre teve o costume de ir à praia com uma bolsa, recolhendo os resíduos que encontrava. A ideia foi passada às suas alunas que, em prol da exposição, trouxeram plásticos que encontraram na praia ou que foram utilizados por elas mesmas, em suas próprias rotinas de vida. “Quando vimos, tínhamos uma montanha gigante”, conta a artista. A ideia, então, é levar esse “choque” ao público, causando reflexão sobre o consumo de descartáveis. Essa é a 15ª exposição do ateliê, mas a primeira ambientalizada dessa forma. A instalação, de acordo com Débora, está atraindo principalmente as crianças. “Elas são sensíveis e têm acesso a muita informação desde cedo. A resposta delas está sendo muito positiva”. Mais informações sobre a exposição e o Ateliê Débora Volpe estão no site.