[[legacy_image_127417]] Da escolha das cores cinza e roxo das roupas e lenços à ausência de falas dos personagens; do manusear de chaves pelas mãos trêmulas das mulheres aos nós desatados ao final, tudo tem significado, tudo é simbologia no espetáculo de dança contemporânea E se... , em cartaz até domingo (28) pelo Projeto Sérgio Cardoso Digital. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! As transmissões on-line são gratuitas e integram as ações pelos 30 anos da Campanha Mundial pelos Direitos Humanos das Mulheres. Hoje, comemora-se o Dia Internacional de Combate à Violência Doméstica. O espetáculo é envolvente e fica mais envolvente ainda quando termina, porque do projeto faz parte, ao final, um bate-papo do elenco e corpo técnico com o público virtual, em geral formado por pessoas das redes de proteção e enfrentamento à violência contra a mulher, rede pública de ensino, artistas da dança e demais interessados em transmissões exclusivas. Uma dessas transmissões exclusivas ocorreu na terça-feira, a convite do Núcleo de Justiça Restaurativa do Fórum de Santos, coordenado pela juiza Renata Sanchez Gusmão, e da Coordenadoria de Políticas para a Mulher (Comulher), liderado por Diná Ferreira Oliveira. EnredoO espetáculo virtual dura 50 minutos e tem a participação de 10 dançarinos. A obra apresenta ao espectador um tribunal, no qual agressor, vítima, advogados, testemunhas e juiz trazem à tona os diferentes tipos de violência e como cada mulher se coloca diante dela. Tudo por meio da dança, apenas com a trilha sonora delicadamente composta para a montagem, assinada por Marcelle Barreto. “A ideia de transformar o tema em dança surgiu da inquietação em querer dialogar sobre o assunto de forma sensível que pudesse romper barreiras junto às pessoas. E a arte tem essa potência de atingir o ser humano em suas mais diversas subjetividades”, diz a bailarina e advogada Laura Delgado, que assina o argumento do espetáculo. “Queremos causar uma reflexão, provocar a curiosidade em cada um que tiver contato com o espetáculo a respeito do ‘Será que eu estou sendo abusada (o) e não estou me dando conta?, Será que eu estou agredindo e achando normal?, Preciso de ajuda?. Perceber ou assumir a existência do abuso é algo complexo”, explica Gabriel Malo, que assina a coreografia a convite de Gisele Bellot, diretora artística. Como acessarOs ingressos para E se... são gratuitos e podem ser reservados pelo neste site. O espetáculo é uma produção do Amigos da Arte, organização social de cultura responsável pela gestão dos teatros Sérgio Cardoso e de Araras e do Museu de Diversidade Sexual (MDS). O projeto Sergio Cardoso Digital foi criado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Estado de São Paulo em abril de 2021 e tem como objetivo principal transmitir as sessões das temporadas presenciais em cartaz no Teatro Sérgio Cardoso e oferecer transmissões digitais para que o público assista de casa. Segundo o Amigos da Arte, E se.... poderá ter turnê presencial a partir do próximo ano.