[[legacy_image_118844]] Era 28 de agosto de 2014, estádio Olímpico, Porto Alegre. Grêmio 0 x 2 Santos, pelas oitavas de final da Copa do Brasil. O futebol ficou pequeno quando a torcida gremista se dirigiu ao então goleiro do Santos, Aranha, como ‘macaco’. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O impacto de mais um caso de racismo no Brasil, e em especial, no futebol, foi o estopim para o nascimento do espetáculo Macacos, da Cia do Sal, com direção, criação e atuação de Clayton Nascimento. A peça está em cartaz neste domingo (31), às 21 horas, no canal do YouTube Corpo Rastreado. O nome do espetáculo faz referência a uma das formas de xingamento mais usada para ofender os negros no mundo todo. O preconceito contra os povos pretos é abordado em cena a partir do relato de um homem-negro que busca respostas para o racismo que rodeia seu cotidiano e a história de sua comunidade. PensamentosMacacos se desenrola num fluxo de pensamentos, desabafos e elucidações que surgem em cena, pautados na História do Brasil e situações vividas por grandes artistas negros, de Elza Soares a Machado de Assis, até alcançar relatos e estatísticas de jovens presos e executados pela polícia. Aílton Graça fez a provocação cênica.