[[legacy_image_265485]] A floresta nos rodeia, a floresta nos permeia e nos abrange, por mais que dela nos apartemos. A floresta e sua riqueza chegam em forma de arte no espetáculo Amazonias – Ver a Mata que Te Vê (Um Manifesto Poético). Produzido pelo Sesc, mescla linguagens da dança, do teatro, da música e do audiovisual, ou seja, reproduz pela arte, na abordagem plural, a própria vastidão da floresta. As exibições serão sábado (13, às 20 horas) e domingo (14, às 17h30), no Teatro do Sesc Santos (Rua Conselheiro Ribas, 136). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A montagem, conduzida pela diretora teatral e pedagoga Maria Thaís, reúne um elenco de jovens oriundos, em sua maioria, das periferias da Capital. A ideia espetáculo é propor uma reflexão sobre o tema ambiental, a partir de questões sociais latentes, correlacionando um ao outro. “Sob os ecos da floresta, fizemos um chamamento público aos jovens para uma residência artística. Da semente do coletivo, raízes foram crescendo e trançando corpos pretos, indígenas e brancos, rompendo as bordas das cidades grandes, os fios invisíveis que insistem em separar um país”, comenta Danilo Santos de Miranda, diretor do Sesc São Paulo. [[legacy_image_265486]] ElencoPortanto, a própria seleção do elenco ocorreu de maneira não usual nesses casos. Após receber cerca de 200 inscrições, fosse pelas redes sociais do Sesc, ou por entidades que trabalham diretamente em áreas periféricas, foram selecionados 120 jovens entre 16 e 20 anos. Após participar de entrevistas, 80 partiram para um trabalho com a equipe, coordenada por Maria Thaís. Ao final, foram escolhidos 40 – desses, 35 seguiram em residência artística de seis meses e hoje integram o elenco do espetáculo. Todos oriundos de periferias. “Estava menos interessada em descobrir talentos, e sim em perceber a capacidade de aprendizagem, de enfrentar o material, de se colocar na frente de uma criação coletiva”, afirma a diretora. Três eixosPara dar vida ao espetáculo, a dramaturgia desenvolveu-se a partir de três eixos principais: a orientação da equipe criativa abrangendo dança, teatro, música e palavra; as contribuições para o pensar das “amazônias reais”, vindas do encontro com especialistas convidados ao longo da residência artística, complementados com as próprias vivências dos jovens que participam do projeto. Esse processo teve uma espinha dorsal: a participação ativa dos jovens na elaboração do espetáculo, fosse na construção de cenas ou na criação das músicas ou coreografias. Os ingressos custam entre R\$ 10,00 e R\$ 30,00 e estão à venda pela internet ou nas bilheterias das unidades.