[[legacy_image_219378]] Em 2002, uma despretensiosa conversa entre o escritor José Roberto Torero e a atriz Bete Mendes sobre os caminhos do audiovisual no Litoral Paulista deu origem ao Festival Santista de Curtas-Metragens, o Curta Santos. A ideia foi colocada em prática pelos produtores culturais Toninho Dantas e Ricardo Vasconcelos - com apoio de Zita Carvalhosa, que na época dirigia o Festival Internacional de Curtas de São Paulo – e resultou em uma edição inaugural promissora, com 26 produções locais, além da criação de oito roteiros inéditos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Passados 20 anos, o rebatizado Festival de Cinema de Santos – Curta Santos reencontra seu público após duas edições on-line, em virtude da pandemia, para celebrar sua história e renovar sua vocação no fomento à produção audiovisual local e divulgação da produção nacional para o formato. Desta quarta-feira (2) a domingo, o evento ocupa a cidade do litoral paulista com filmes, oficinas, bate-papos e eventos especiais, em uma extensa programação, totalmente gratuita. A abertura acontece no no Sesc Santos, às 19 horas de hoje, celebrando duas décadas do festival e homenageando aqueles que ajudaram a construir sua história, com a entrega do troféu Curta 20 Anos. Em seguida, será exibido o longa-metragem Marte Um, com direção do cineasta Gabriel Martins. O filme teve sua estreia mundial no Festival de Sundance, vai representar o Brasil na disputa de uma das vagas na categoria Melhor Longa-Metragem Internacional do Oscar 2023. Já as mostras oficiais começam a partir de amanhã, no Teatro Guarany: Olhar Brasilis, com 12 curtas-metragens de todo país; Olhar Caiçara, com 12 curtas metragens produzidos na região da Baixada Santista; e Videoclipe Caiçara, com 10 produções locais para o formato. Além delas, sessões especiais vão apresentar ao público produções recentes que tem sido bem recebidas pela crítica, como A Felicidade das Coisas – primeiro longa da curta-metragista Thais Fujinaga, premiado pela Associação Brasileira de Cinema na Mostra Internacional de São Paulo em 2021; A Mãe, do diretor Cristiano Burlan, que chega aos cinemas em novembro após conquistar o Prêmio de Melhor Filme no Festival de Vitória e Melhor Direção no Festival de Gramado; e Andor, de Vitor Vilaverde, produzido pelo Instituto Querô e selecionado para a Mostra Internacional de Cinema de São Paulo deste ano. InfantilAs crianças também terão uma oportunidade de vivenciar o festival, com o segmento Curta Matinê, que desta vez exibirá na Vila Criativa da Vila Progresso e no Teatro Guarany o filme Tarsilinha, de Célia Catunda e Kiko Mistorigo, marcando também uma homenagem ao centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. As oficinas formativas do festival também retornam ao formato presencial e contarão com três módulos, que serão realizados no Sesc Santos: Pílulas de Sangue – Um Panorama das Mulheres que Produzem Curtas Metragens de Horror no Brasil, com Beatriz Saldanha, na sexta; O Som dos Filmes, com Fernanda Nascimento, no sábado; e Fake News – Muito Mais Antigo do Que Se Pensa, com Celso Sabadin, no domingo. O encerramento, no domingo, terá uma sessão especial do curta-documentário Lumière à Beira Mar: Uma História do Cine Arte Posto 4. Antes, serão conhecidos os filmes premiados nas mostras oficiais, que receberão o Troféu Maurice Lègeard em várias categorias. Além disso, a CiaRio oferecerá o Prêmio Edina Fuji aos melhores filmes da Categoria Olhar Brasilis e Olhar Caiçara, o valor de R\$ 10 mil em locação de equipamentos de iluminação, acessórios e maquinária da empresa. A programação pode ser consultada no site do evento.