[[legacy_image_291687]] A água é a inspiração e o elo entre as 30 obras da artista Cristina Schleder que compõem a exposição Nascentes que Banham as Matas, aberta ao público nesta sexta (25), às 9 horas, na Pinacoteca Benedicto Calixto, em Santos. Na noite desta quinta (24), a mostra teve a vernissage para convidados. Com entrada gratuita, a exposição é a terceira do projeto Arte na Pinacoteca, que tem o objetivo de democratizar e estimular o consumo de arte e cultura, ao trazer obras e artistas de diversas vertentes, de forma ampla e acessível, o que inclui acesso para cadeirante, braile, Libras e audio-descrição. “O projeto Arte na Pinacoteca está criando oportunidades únicas para os moradores da Baixada Santista. Democratiza a cultura e a arte, e isso é importantíssimo para a valorização da história da humanidade”, afirma Roberto Clemente Santini, presidente da Fundação Pinacoteca Benedicto Calixto. [[legacy_image_291688]] SantosPaulistana, Cristina Schleder expõe pela primeira vez em Santos e ficou encantada com a beleza do Casarão Branco. “Na infância, passei muitas férias em Santos. Minha família tinha apartamento na esquina da Avenida Conselheiro Nébias com a praia. Gosto muito da Cidade e não conhecia a Pinacoteca, que é maravilhosa”. Ela ressaltou que gostou da forma como a exposição foi montada nas salas do Casarão Branco, valorizando ainda mais o trabalho. “Fiquei muito satisfeita com a disposição e acredito que o público vá gostar”. A artista plástica explica que uma frase foi o ponto de partida para a exposição: “Quando as águas banham as matas ao som do sopro do vento”. Em três técnicas diferentes, as peças têm telas recortadas, colagens e fotografias, todas com o tema central água. “Ao observar, forma-se uma conexão com a água, um sentimento mais profundo. Todos têm água, mas com chuva, vento, outros elementos”, explicou Cristina. TécnicasPode- se admirar trabalhos como Minha Ilha, Meu Mar, Minhas Montanhas, Minha Floresta e Meu Rio. Todos com 1,7 metro na horizontal e compostos por duas partes ou volumes complementares. As colagens, que ao longe e à primeira vista mais parecem pinturas ou desenhos, sugerem romper o conceito genérico de colagem, que, no caso, se apresentam em médias e pequenas dimensões, em um trabalho intimista e delicado sobre papel. “As obras de colagem que a artista produz a partir de 2000 refletem a adesão a essa postura renovadora que a ela agrega uma nova musculatura plástica e visual, em composições que parecem vivas e em movimento. Mas, não um movimento no espaço. Um movimento interior, uma produção de vitalidade natural que independe da seiva. Que brota junto com a própria terra ancestral”, concordam os curadores Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcanti Filho. O visitante poderá observar e se conectar com mais dois grupos: Sensibilidade das Fotografias Artísticas, com obras executadas apenas em dias nublados, após longos períodos de chuva; e Quando as Nascentes Banham as Matas ao Som do Vento, onde fica visível a harmonia existente na natureza. “ Neste ensaio fotográfico, eu tive como parceiros os ventos e as chuvas, sendo que eles me forneceram este efeito, que eu congelei no clique do meu olhar”. A presidente da Associação de Amigos da Pinacoteca. Cristina Guedes, ressalta o ineditismo da exposição. “O fato da Pinacoteca receber diferentes propostas artísticas traz dinamismo aos eventos, sobretudo, os realizados dentro do projeto Arte na Pinacoteca. A mostra de Cristina Schleder, artista plástica multidisciplinar com olhar que busca o inusitado, caracteriza bem essa diversidade, o que acaba por atrair novos públicos”.