[[legacy_image_209547]] O blues e o country se encontram com uma roupagem moderna, diferente do que foi convencionado por esses estilos. Essa é a proposta do álbum Introducing CM Quartet, que a cantora Carla Mariani apresenta na próxima quarta-feira (28), às 20 horas, na Comedoria do Sesc Santos. A entrada é gratuita e a retirada de ingressos deve ser feita uma hora antes do espetáculo. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O Carla Mariani Quartet é formado por Carla Mariani (voz), Yan Cambiucci (guitarra), Tanauan (baixo) e Heittor Jabbur (bateria). No show, a banda contará com as musicistas Thais Ribeiro (teclado) e Letícia Alcovér (backing vocal), além das participações especiais dos guitarristas Marcel Chilli e Luiz Oliveira. A proposta de Carla, como ela afirma, mantém o blues/country atual e mostra que seu som não é mais do mesmo. O quarteto veio na contramão do que é recomendado pela indústria fonográfica, produtores e profissionais de marketing, lançando em junho um álbum com 10 canções inéditas, em vez de singles separados. Mas a cantora tem uma explicação para tal decisão. “Eu quero contar uma história e, para mim, singles não contam uma história completa, eles são apenas fragmentos. Além disso, um álbum mostra quem nós somos e para onde queremos ir, diferente de singles.” Ela completa dizendo que o público de blues/country gosta e sente falta de discos com começo, meio e fim. E é isso que dá o tom nesse novo trabalho. Baseado em sua própria experiência, Carla vê sua geração – dos 30/40 anos – em uma posição completamente diferente da de seus pais e dos pais de seus amigos quando eles tinham essa mesma idade. Ela diz que, antigamente, aos 30 anos você já tinha sua vida “resolvida”, ou seja, com emprego fixo, casa própria e carro do ano. “Essa era a meta de vida. Já a geração 30/40 de hoje preza mais pela qualidade de vida e por trabalhar em algo que realmente gosta, mesmo que isso gere uma instabilidade financeira. Somos uma geração sem perspectiva de ter uma vida financeira estável”, diz a cantora, que inicia o álbum atribuindo a desvalorização do jovem aos políticos e aos altos impostos. “É a famosa história: o rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre. Nossa geração sofre com as altas taxas de imposto, do dólar e inflação.” Porém, para Carla, nada disso deve impedir os jovens de realizar sonhos. Todos devem encontrar seu caminho e, mesmo que seja difícil e com muitos obstáculos no meio, o fim pode ser recompensador. E é nesse tema que o álbum segue contando sua história. “Nós temos que seguir nossos objetivos e nos libertar de tudo que nos deixa para baixo e que nos impede de correr atrás do que queremos ser enquanto pessoas e profissionais”.