[[legacy_image_77872]] Expressão artística mais antiga e completa, a dança terá na região, a partir de domingo, durante uma semana, um tablado virtual aberto para o mundo. É o início de uma novidade na Baixada Santista: o Dancine, Festival Internacional de Videodança, organizado pela Associação de Dança do Litoral Paulista (Adalpa). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Surgida no início dos anos 70, como o nome indica, a modalidade alia o movimento corporal às possibilidades estéticas e dramáticas do audiovisual. “A diferença entre filmar uma dança e a videodança, é que nesta você integra as duas formas de expressão. Há um roteiro unindo o movimento do corpo à captação da imagem”, explica o bailarino André Luiz dos Santos, organizador do festival ao lado de Juliana Luiz. Nesse sentido, pode-se incluir também o detalhe, como por exemplo o olhar do dançarino ou o movimento de seus dedos, para compor efeitos dramáticos e auxiliar na composição da história que é contada na peça de dança. A ideia de criar um festival de videodança é anterior à pandemia. Com o coronavírus por aí, o que era ideia virou projeto de vez. Para esta primeira edição, há 45 trabalhos selecionados, de 25 cidades, 12 estados brasileiros, além de duas produções de Portugal e da Alemanha. Dentre essas, duas obras da Baixada Santista. São três categorias competitivas, a Documentário, cujos filmes abordam aspectos da dança; a Freestyle e a Profissional. Também há atividades formativas, como palestras e oficinas. Todas as produções estarão disponíveis para acesso a partir da 00h01 no site da Adalpa (www.adalpa.com.br/dancine/selecao-ofi cial-2021). Revelação O instrumento da dança é o corpo. Nesse sentido, é uma arte a princípio acessível a todos. “Quando você levanta o braço para dar tchau, esse movimento pode ser transformado em dança”, diz André. Transformar em dança foi o que ele fez com a própria vida. Nascido e criado na Vila Esperança, bairro carente de Cubatão, a arte foi a “janela para olhar o mundo”, como ele diz hoje, aos 47 anos. Curiosamente, essa descoberta ocorreu em uma revelação, no saguão do aeroporto de Los Angeles, em 1998, durante uma conexão entre voos. Estava a caminho de um trabalho de dança no Japão. “Nesse momento, percebi que queria viver a dança. Percebi que era possível ganhar dinheiro, viver da minha arte”.