[[legacy_image_163216]] "O dia do circo não é só importante para a arte, é importante para o ser humano". É com essa frase que o ator e palhaço da Bella Cia, Plínio Augusto Soares, enfatiza a importância da arte que reúne tradição e novidade, técnica e capacidade de encantar. Ela será comemorada no domingo (27). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A magia do picadeiro engloba todos os tipos de expressão: a música, a dança, acrobacias, teatro. Tudo isso faz parte da arte que possui registros desde a Antiguidade. Na China, foram descobertas pinturas de quase 5 mil anos em que acrobatas, contorcionistas e equilibristas se apresentavam para a monarquia. “Estamos comemorando o circo, uma arte milenar que passou por diversas gerações até hoje. Num momento tão difícil como o que estamos passando hoje, nós precisamos rir, nos divertir e isso conseguimos ao assistir uma boa apresentação”, analisa Soares. Ontem x HojePor mais que os circos sejam tradicionais, algumas mudanças ocorreram com o passar dos anos. “Antigamente, os circos tinham animais. Eu passei minha infância vendo aqueles animais domados apresentando saltos, equilíbrio. Hoje, os animais já não podem se apresentar no Brasil por conta de maus-tratos. Atualmente, também, podemos perceber algumas apresentações mais tecnológicas, com equipamentos e luzes”, explica o palhaço. A estrela do picadeiro também afirma que até o final da década de 70 não havia escolas de circo no Brasil. “Era uma coisa tradicional, passada de pai para filho. Os donos de circo começaram a se preocupar com o destino das apresentações porque os filhos estavam começando a querer estudar em faculdades. Por isso que foi criada a Escola Nacional de Circo do Rio e, em São Paulo, a Escola Picadeiro. E foi na década de 80 que começou uma nova era do circo no Brasil”. DificuldadesEste ano, a companhia circense completa 25 anos de jornada. Ela nasceu em Piracicaba, com o nome de Cia Tan Tan, transferiu-se em 2005 para Santos e se associou à Cooperativa Paulista de Teatro. Foi somente em 2015 que mudou o nome para Bella Cia. Essa jornada, até agora, foi marcada por apresentações em todo o Brasil, além de shows internacionais na Argentina, Uruguai, México, Chile, Peru, Colômbia, Espanha, Portugal, Honduras, Nicarágua e El Salvador. “O maior desafio em 25 anos, acredito, foram esses últimos dois anos em que vivenciamos a pandemia: precisamos sair da zona de conforto e nos reinventarmos”, diz o palhaço da Bella Cia. “Contudo, mesmo assim, continuamos levando alegria e esperança para as pessoas porque fizemos apresentações nas ruas e elas puderam assistir das janelas, sem sair de casa”, completa. Essas apresentações vieram a se tornar o que a companhia chama de “Circo Delivery”, que até virou um documentário e serviu de inspiração para diversas companhias circenses trabalharem nesse mesmo modelo, responsável por levar alegria, mesmo que em tempos difíceis.