[[legacy_image_259807]] A inteligência a serviço da arte. Desde os primórdios, vem sendo assim. Mas o workshop do escritor Fábio Luiz Salgado, nesta quarta (12), na Pinacoteca Benedicto Calixto (Av. Bartolomeu de Gusmão, 15), leva esse conceito um pouco mais além: propõe a criação de conteúdo artístico com inteligência, mas artificial (IA). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A ideia da oficina é demonstrar os vários tipos desta ferramenta disponíveis na internet, exemplificando quais são as funções de cada uma. No workshop, será ensinada a produção de imagens a partir de descrições digitadas em recursos como Chat GPT, Microsoft Bing e DALL-E 2. O conteúdo será destinado a artistas, mas a oficina é aberta para todos os públicos. Fábio Luiz Salgado, que é músico por formação, enxerga a IA como um instrumento para auxiliar profissionais em suas funções. “As ferramentas servem para dar apoio e suporte aos artistas. Abrirá portas para novos artistas e amplia a capacidade dos atuais”. Autor do livro Gaia: Autobiografia de uma Inteligência Artificial, ele está envolvido com arte e tecnologia desde a década de 1990. Abraçar o universo da IA, segundo ele, foi apenas se manter atualizado. [[legacy_image_259808]] [[legacy_image_259809]] PolêmicasA marca de jeans Levis causou polêmica nas últimas semanas por utilizar modelos criados por uma ferramenta de IA chamada Deep Agency. A empresa, sediada na Holanda, apresenta a novidade como uma forma das marcas “dizerem adeus a sessões de fotos tradicionais”. No site, é possível digitar a descrição de como deseja sua foto e em seguida surgem imagens de modelos gerados pela ferramenta. Ainda no campo da moda, a organização The Model Alliance, de Nova Iorque, serve como suporte para modelos denunciarem situações de desconforto em uma sessão de fotos. Ultimamente, o tema predominante das denúncias tem sido o escaneamento corporal que as marcas têm utilizado para criar réplicas digitais, em 3D, de seus corpos. Sobre esse uso indiscriminado, Fábio é cauteloso. “São novas e poderosas ferramentas à disposição, assim como quando surgiram a internet e as redes sociais, com novas oportunidades de vitrines e negócios. O público vai definir se aprova ou não determinado formato de marketing”. O trabalho, não só na arte, mas de modo geral, pode ser afetado, a curto prazo, com a substituição de humanos pela inteligência artificial. “Mas, a longo prazo, haverá empresas que estarão usando mão de obra de profissionais em inteligência artificial”, ressalva Fábio. No limite, ele acredita que a IA pode ter vindo para acelerar o processo de evolução humana. “A IA veio para ficar como uma grande ferramenta, e ela terá um grande impacto na vida humana. Será uma revolução tão grande quanto foi a internet, e acredito que veio para trazer uma revolução em muitos aspectos do ser humano”. Para a edição de hoje o workshop não tem mais vagas, mas haverá nova turma dia 26. Informações e inscrições pelo WhatsApp (13) 99123-1993.