Prestes a completar 60 anos da primeira vez que pisou num palco, a atriz Walderez de Barros será a homenageada da 24ª edição do Festival de Cenas Teatrais (Fescete), que acontece entre os dias 12 e 26 de junho, em Santos. “Tínhamos vontade de homeageá-la há muito tempo, não só pela relação dela com a Cidade, mas pelo que ela representa no cenário nacional”, explica Pedro Norato, diretor do Tescom e do festival. A atriz já esteve presente ainda em apresentação do Fescete, quando a neta Catharine Barros, que era aluna do Tescom, participou do festival no início dos anos 2000. “Ela é uma atriz que faz diferença na formação e como o festival é de formação, ela será um bom exemplo para que esses artistas possam se voltar ao entendimento da palavra, ao estudo da poesia. É essa a busca que a gente vai fazer com Fescete e não poderia ter uma representante maior que a atriz Walderez de Barros”, diz Karla Lacerda, que também dirige o festival. Carreira de sucesso Recentemente, ela interpretou Marlene, em "Éramos Seis", na TV Globo, mas sua estreia foi em 1961, no teatro universitário, quando cursava Filosofia, na Universidade de São Paulo (USP). Em 1968, começou a atuar em novelas, participando de "Beto Rockfeller", de Cassiano Gabus Mendes, na TV Tupi, colecionando mais de 30 participações em séries e novelas, como "Rei do Gado", "Alma Gêmea", "Hilda Furacão" e "Escrito nas Estrelas". Já no cinema, começou a trajetória nos anos 70 e, em 2017, participou do documentário "Cora Coralina - Todas as vidas". Sua versatilidade nos palcos e na TV rendeu os prêmios Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), Molière e Mambembe, entre outros. Walderez também foi casada com o dramaturgo santista Plínio Marcos e é mãe do também dramaturgo Leo Lamas. Norato afirma que ela ficou muito contente com a homenagem e que a atriz se prepara para estar em Santos durante o festival. Para quem quiser participar do Fescete com cenas de temáticas livres podem se inscrever nas categorias mirim, estudantil, adulto e monólogo a partir de março.