[[legacy_image_59884]] Realizado anualmente pela Warner Music Group em todas as partes do mundo, o concurso Warner Pride celebra a diversidade na música enquanto chama atenção para o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+, nesta segunda-feira (28). O festival levanta a hashtag #CanteComOrgulho, convidando seus seguidores a participar enquanto dão visibilidade ao movimento. Para Sergio Affonso, presidente da Warner Music Brasil, o evento busca romper preconceitos e oferecer oportunidades para novos artistas exibirem seus talentos. “Essa iniciativa é de extrema importância para nossa companhia, que está absolutamente engajada em ajudar na criação de um mundo inclusivo, sem preconceitos e igual para todos”. O vencedor do Cante Com Orgulho assinará um contrato artístico com a Warner para gravar uma música autoral ou uma faixa a ser indicada por um produtor da companhia. A canção também terá um videoclipe produzido por especialistas, com lançamento no canal oficial da Warner no YouTube e em todas as plataformas, dentre outros prêmios. Nesta edição, o evento conta com cinco artistas de peso como júri artístico: Elana Dara, Lara Silva, Lia Clark, PK e Pocah, que foram escolhidos para avaliar os candidatos na grande final. Veja ao lado e abaixo o que eles dizem sobre o candidato perfeito. A final do concurso acontece na terça-feira pelo TikTok, após votação popular entre os finalistas. Os cinco participantes restantes irão se apresentar em um festival on-line, que será transmitido ao vivo no TikTok da Warner Music Brasil. Os cinco jurados terão papel decisivo nesse desfecho. Durante a live da final, será colocado à disposição um QR Code na tela para arrecadação de doações à Casa 1, instituição não-governamental que assiste pessoas LGBTQIA+ expulsas de casa por orientações afetivas sexuais e identidades de gênero. Ao todo, a organização, localizada no centro da cidade de São Paulo, atende aproximadamente 3.500 pessoas por mês. PK O cantor e compositor não tem medo de ousar, e para ele, esse é um elemento fundamental na escolha do candidato no concurso: originalidade. “Para mim, cantar com orgulho é poder mostrar minha versatilidade na música, tendo a possibilidade de circular por diversos ritmos sempre trazendo a minha verdade, com toques nas melodias e no flow das canções. Parto da minha base, das batalhas de rima: do trap, do funk, do rap. Não importa o estilo, eu respiro música 24 horas por dia. Cantar com orgulho é isso, é respirar verdade e transmitir em forma de música”. Para o carioca, a diversidade tem crescido. “Temos cada vez mais mulheres na cena da música pop, isso é bem massa. Além disso, cada vez mais artistas LGBTQIA+ tem garantido espaço em diferentes estilos e ritmos, com uma diversidade de parcerias que mesclam gêneros e identidades. A música é para todos e precisa ser cada vez mais”. Pocah Após uma experiência marcante no Big Brother Brasil 2021, Pocah reflete que a entrega ao seu objetivo é importante para quem sonha com a música, e pensa no significado do orgulho em sua carreira. “O orgulho é uma das minhas missões, porque eu quero que minha música reflita meu público e meu público é maravilhoso por ser diverso”. Para ela, a diversidade caminha no meio artístico há algum tempo. “Poder ver que os LGBTQIA+ tem ganhado cada vez mais representantes na classe me dá esperanças de que mais portas serão abertas. A música eleva, e vem caminhando como retrato de nossa sociedade. Eu espero que minha música contribua para a liberdade e pela aceitação de que diversidade é necessária”, conclui a cantora. Elana Dara “Para mim, cantar com orgulho é você se sentir vulnerável e poderoso ao mesmo tempo. Conseguir colocar através das suas letras e sua voz o que você está sentindo, o que você passa, o que você ama, quem você é”. O candidato ideal para ela tem aquele toque que o diferencia da multidão, alguém que combine o pacote completo “voz, talento, atitude” e traga sua identidade em toda música que interpreta. Para a curitibana de 28 anos, que canta desde os 8, a música brasileira sempre acompanhou as lutas da sociedade, e agora participa da luta por representatividade. “Eu acredito que a música tem um poder altamente político. A gente sempre teve nomes muito importantes dentro do grupo LGBTQIA+, mas sinto que hoje em dia, por uma evolução e percepção natural da sociedade, chegamos em um espaço onde a representatividade é uma das pautas mais importantes, com artistas variados trabalhando e falando sobre o tema, para que todos possam se sentir abraçados e representados". Lara Silva Para a cantora de 19 anos, próxima de um grande lançamento colaborativo com Tati Zaqui, Belle Kaffer e Taynara Cabral, todos os candidatos do Cante Com Orgulho sairiam vencedores. “Parece clichê, mas queria que todo mundo ganhasse. Vou escolher aquele que o meu coração tocar”. Outros fatores que leva em consideração na hora da escolha são a originalidade e a paixão do candidato pela música escolhida. “Cada um tem um estilo diferente de cantar, mas quando você canta com amor a sua verdade prevalece; ao meu ver, cantar com orgulho é exatamente isso. Fazer o seu melhor, sem se preocupar com as críticas e principalmente ter orgulho do resultado final”. Para ela, a música brasileira vive uma de suas melhores fases em termos de representatividade: “a mudança tem que partir de algum lado. Nós precisávamos disso faz tempo, não só na música”, reflete. Lia Clark Natural de Santos, a artista entende o cantar com orgulho como um reflexo de sua verdade. Essa força é um ponto importante de escolha de seu candidato ideal no concurso. “Penso que primeiro preciso sentir o orgulho e a garra da pessoa em seu vídeo de inscrição. Gostaria também de pensar em pessoas que não teriam essa oportunidade fora desse concurso... Eu enquanto bicha, preta e de origem pobre sei como o mundo é tão difícil para nós. Em comemoração ao Mês do Orgulho LGBTQIA+, seria lindo ver alguém assim ganhando”. Para Lia, por mais que alguns passos tenham sido dados na direção correta, o cenário musical ainda é majoritariamente cis hétero, o que mostra a falta de diversidade na prática. “Precisamos de mais pretos, gordos, LGBTQIA+, PCDs e outras ‘minorias’ em destaque. Ainda há uma falha na sociedade que é refletida no cenário musical”, afirma.