[[legacy_image_359094]] Da Califórnia para Santos – com 19 paradas antes e uma depois. A turnê brasileira do The Calling traz à Cidade neste sábado (25) o som e o frescor dos anos 2000. A banda norte-americana se apresenta no Santos Rock Festival, que reunirá ainda outras grandes atrações nacionais, na Arena Santos, no final de semana. “Todos os fãs no Brasil são muito apaixonados e dedicados. Espero que encontremos esse clima em Santos, onde é minha primeira vez”, diz o guitarrista e vocalista Alex Band, em entrevista à repórter Yasmin Braga, da TV Tribuna. Membro fundador da banda, Alex promete um espetáculo que visitará o passado, mas com um pezinho no futuro. “O show terá surpresas, mas será nostálgico”, revela. “Vamos tocar todas as canções que o público anseia ouvir, algumas da minha carreira solo, e duas novas músicas, que serão lançadas em um novo álbum”. Entre as músicas que o público anseia ouvir, o megahit mundial Wherever You Will Go, lançado em 2001, que catapultou a banda para o estrelato, não deve faltar no cardápio do show. A canção seria apenas mais uma de amor? O vocalista confirma que sim – mas ela é também um pouco mais. “Ela pode ser uma canção de amor. É sobre duas pessoas que se amam, mas depois de conviverem durante muitos anos, se uma delas morrer. É uma música (da perspectiva) de quem morreria, que ainda assim iria querer estar ali para cuidar da outra pessoa, que se preocupa como ela estará”, explica. TraiçãoNenhuma canção cai do céu. Todas tem um ponto de partida na Terra, nem que seja na alma do compositor. Assim foi com Adrienne, outro sucesso do The Calling, composta a partir da memória de uma traição. “Quando eu era adolescente, na escola, minha primeira namorada, Ana, a primeira garota que eu gostei de verdade, ela acabou me traindo com meu melhor amigo”, recorda. “Perdi meu melhor amigo e minha namorada. Foi a primeira vez que eu senti... raiva. É uma música sobre raiva”. ParkinsonFormado em Los Angeles, Califórnia, entre 2001 e 2004 o The Calling gravou dois álbuns (Camino Palmero e Two). A banda terminou em 2005, mas anunicou o retorno em 2013. Após algumas desavenças com Aaron Kamin, segue só com o legado da banda, superando também uma questão pessoal: quando tinha apenas 29 anos, foi diagnosticado com o mal de Parkinson – hoje, sob controle. O impacto da descoberta da doença foi suplantado pela força dos fãs, das pessoas ao seu redor. Deles vem a força para seguir adiante. “A família, minha mulher, meu filho, as pessoas que eu amo, obviamente. Mas os fãs, eles nunca deixaram de estar ao lado, inclusive nos anos em que eu ‘sumi’. Isso foi muito importante para me fazer melhorar”. Essa cumplicidade com os fãs deve ser atualizada com sucesso no show de sábado. “Para todos aí em Santos: haverá conexões reais, não será como simplesmente assistir uma performance, estaremos conectados com o público, com muita emoção e paixão no que tocamos”. O festivalO Santos Rock Festival será sábado e domingo (25 e 26), na Arena Santos (Avenida Rangel Pestana, 184, Vila Mathias). No sábado, a partir de 17 horas, apresentam-se CPM22, Capital Inicial e The Calling. Os ingressos custam de R\$ 140,00 a R\$ 340,00. No domingo, a festa começa às 14 horas, com os shows de Humberto Gessinger, Detonautas e Biquíni, com ingressos entre R\$ 130,00 e R\$ 340,00. Também é possível comprar o passaporte para dois dias, com valores entre R\$ 240,00 e R\$ 620,00. As vendas são pelo site.