[[legacy_image_219586]] “Comecei a tocar violino para sobreviver”, diz Eric Ribeiro Demonte, de 35 anos, ao explicar que trocou o violão pelo violino porque sabia que “dava mais dinheiro”. Mais conhecido como Eric Dalla – seu nome artístico –, o ex-violonista que se mudou para Santos há um ano e meio começou a tocar um instrumento do zero com o auxílio da tecnologia. Abria o YouTube e, durante dez dias, ficava 10 horas seguidas estudando. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Essa maratona de estudos começou com Eric ainda no violão, após um parceiro que o acompanhava com violino não dividir mais o dinheiro que ganhavam juntos nas apresentações. “Queria tudo para ele, porque dizia ser melhor que eu (por conta do violino)”, conta. Entretanto, foi através dessa parceria que Eric teve o primeiro contato com o violino. “Achei incrível”, reconhece. Então, para não depender de outros para se sustentar, decidiu aprender o instrumento que seu antigo parceiro tocava. “Ele chegou a me dar alguns ensinamentos, mas não me ensinava o conceito do violino, como tocar de fato o violino. Ele tocava música na minha frente devagar e eu tinha que aprender tudo no olhar”, explica o músico. Mínimo do básicoMas todo o conhecimento como o conceito do violino, como tocar, segurar o arco, postura e relaxamento foi aprendido no YouTube. “Quando eu comprei o violino, cheguei a estudar dez horas por dia, por dez dias, até conseguir tocar razoavelmente e conseguir aprender o mínimo do básico para conseguir me virar”, conta. Eric é de São Paulo mas atualmente mora em Santos, cidade onde se concentra a maioria de seus trabalhos. “Todos os meus eventos, os restaurantes onde eu toco, é tudo concentrado aqui na Baixada. Às vezes, surge uma oportunidade e acabo pegando evento em São Paulo, a maioria com pessoas que vêm aqui (Baixada Santista) nos fins de semana e pegam meu contato”. [[legacy_image_219587]] Desafios e influênciasAssim como grande parte dos músicos, as ruas foram o palco de Eric por muitos anos. Tocou durante cinco anos na Liberdade, em São Paulo. Relembra: época em que mais passou por dificuldades. “Eu até ganhava bem, não posso reclamar; mas enfrentei dificuldades: já sofri preconceitos, ficava debaixo do sol, da chuva”. Já as influências são alguns violinistas e artistas extremamente conhecidos no meio do violino. A primeira que cita é o superstar prodígio David Garrett (aos 11 anos, já tocou com a Filarmônica de Hamburgo) , descrito por Dalla como “um alemão muito simpático. O cara toca demais e até já veio pro Brasil”, conta. Nesta lista também está Lindsey Stirling, violinista pop que mistura a música com performances e teatro. Por último, mas não menos importante, vem um violinista conhecido nas redes sociais, Ray Chain. “ Eles são minhas maiores influências”.