[[legacy_image_24191]] Penélope Cruz, Édgar Ramírez, Gael García Bernal, Ana de Armas e Wagner Moura montam um time de peso. No entanto, Wasp Network: Rede de Espiões, nova produção da Netflix, deixa a desejar em todos os pontos possíveis. O enredo é um pouco confuso e muitas vezes não deixa claro qual é o objetivo da produção. Propaganda política? Aventura mal contada? Confesso que o roteiro parece ter sido bagunçado ao longo do seu desenvolvimento. Na trama, René González (Edgar Ramírez) é um piloto cubano que deixa a filha e a esposa (Penélope Cruz) na ilha e vai para os Estados Unidos, onde recomeça uma vida de liberdade no início da década de 1990. No entanto, ao contrário do que parece, René não é o típico imigrante atrás do sonho americano. Ele entra para um grupo de exilados cubanos no sul da Flórida, a Rede Vespa, liderada pelo agente infiltrado Manuel Viramontez, também conhecido como Gerardo Hernandez (Gael García Bernal). Juntos, os dois formam uma rede de espionagem pró-Castro cujo objetivo é observar e se infiltrar em grupos terroristas cubano-americanos que atacam a república socialista. A produção é baseada na história real dos Cinco Cubanos, oficiais da inteligência, como González, que foram presos na Flórida em setembro de 1998 e, posteriormente, condenados por espionagem e outras atividades ilegais. Inspirado no livro de Fernando Morais, Os Últimos Soldados da Guerra Fria, o roteirista e diretor Olivier Assayas (Carlos, o Chacal: Personal Shopper) desperdiça uma grande chance de triunfar com um elenco poderoso. Se tiver que recomendar algo muito melhor na Netflix, com Wagner Moura e Ana de Armas, assista Sergio, longa que narra a história do ex-diplomata Sergio Vieira de Mello, que foi morto em um atentado terrorista em Bagdá, no Iraque. Em Sergio, a parceria de Moura e Ana funciona muito mais, com um roteiro claro, direto e sem tanta bagunça como Wasp Network.