[[legacy_image_62854]] O cineasta Petruccio Araújo passou oito anos estudando a história sobre os fortes de Praia Grande para gravar seu documentário 'Itaipu: Uma Fortaleza e seu Futuro', que teve pré-estreia na última terça-feira (26), no Cine Roxy, em Santos. Ainda não há informações sobre a data de estreia do longa. O diretor, que mora na Baixada Santista há dez anos, filmou 90% do longa usando o celular, por acreditar que esse é o futuro da mídia. O esforço do filósofo paulistano serviu como uma crítica ao país que não dá o devido valor para cultura local. “A fortaleza Itaipu é um complexo de quatro fortes. Mas sempre nos venderam como se fossem somente três. Esse filme tem a função de mostrar um outro patrimônio que até então estava escondido na mata”. O filme é descrito pelo diretor como um fórum. Cada entrevistado fala sobre o valor afetivo pela fortaleza e com isso respondem a questão: o que fazer para revitalizá-la? “É um ponto de partida para que todos se vejam ali e perguntem o motivo de nunca terem sentado para discutir isso. Espero que diante desse debate, as pessoas se unam e façam um projeto de revitalização”. Apaixonado pela beleza de Praia Grande, a ideia surgiu quando ele se mudou para a cidade e começou a visitar o forte. Desde então trabalha nesse projeto com muito amor e garra para que percebam a importância do monumento. “Vivemos uma diversidade, se não a reconhecermos, nunca avançaremos culturalmente”. A costureira Doralice Hermelina passou 60 anos de sua vida morando lá. “Só tenho elogios para fazer. A nossa sede do parque é muito linda”. Para ela, o documentário é necessário para mostrar a beleza e enaltecer o bairro. “A expectativa é a melhor possível porque é um filme muito importante para região. A comunidade toda tinha que estar presente para assistir”. O jornalista Gilmar Domingos de Oliveira concorda com Doralice. Acredita que esse filme é um feito histórico. “Essa fortaleza tem uma história muito importante para a nossa região”.