[[legacy_image_5206]] Os elementos água, terra, ar, fogo e a criação do universo são os temas explorados pelo artista Wadson Silva, de Itanhaém, em sua obra que será exposta no Museu do Louvre, em Paris, na França. A participação do artista será no Salão Internacional de Arte Contemporânea, uma mostra coletiva que acontece entre os dias 18 e 20 de outubro. Aos 26 anos, Wadson, que nasceu em Santos, alcança a maior conquista de sua carreira, após diversas exposições e aparições em mostras coletivas em Diadema, Itanhaém, Rio de Janeiro, Belém e São Paulo. “Meus primeiros rabiscos vieram na infância, quando tinha apenas 5 anos. Eles tomavam conta das paredes e do chão. Eu também usava areia molhada para desenhar e apagar, refazendo desenhos e me descobrindo”, comenta o artista. Cinco anos depois, Wadson conta que já era visto como artista pelos colegas de escola e professores. Justamente nesse período, ele passou a produzir os primeiros materiais profissionais. Com 15 anos, passou a fazer desenhos ao vivo e realizou suas primeiras vendas. Prodígio na arte, ele não demorou a iniciar a carreira como educador. Em 2010, passou a ajudar crianças e jovens em projetos sociais em Itanhaém e Diadema. Administrou também aulas para os indígenas das aldeias locais. A amostra que o público francês terá da obra de Wadson representa muito do que ele vive no dia a dia, o contato com a natureza. “Meu processo criativo é encontrado no meu cotidiano, no meu contato com a natureza, na minha busca de sentimentos, sonhos, observações. É um questionamento em meus ancestrais, os quais nutrem minhas cores vivas afrodescendentes, imagens de pessoas, lugares”, comenta, ao citar que já deve ter pintado mais de 200 obras. A leitura de seus quadros não é única. Ela abre mil possibilidades, como revela Wadson. “Conforme o ângulo, a leitura muda. Outras vezes são conjuntos de duas, três ou mais telas, onde se percebe a complexidade e dificuldades da vida. É uma compreensão sobre superação, realização e beleza”. O convite para expor no Museu do Louvre, em Paris, veio de um contato com uma artista plástica, que também atua como agente. “Contei toda minha história, mostrei meu trabalho artístico e como profissionais me auxiliaram nessa etapa de participação. Eu, como artista, analisei tudo o que já havia passado para me tornar o artista que sou. Não foi fácil, não é fácil. Chegou a hora de investir na minha própria arte”. As vendas de seus quadros no Brasil têm ajudado no sonho de acompanhar a exposição de perto. “Artistas de diversos lugares do mundo estarão brindando esse momento. Será maravilhoso. Estou super feliz e orgulhoso de mim”.