Quando segunda fase de obras internas acabar, Prefeitura providenciará reparo de elementos levemente danificados durante o restauro (Vanessa Rodrigues/ AT) Há cinco anos e meio fechado, o Teatro Coliseu, no Centro de Santos, não tem data para reabrir. A atual etapa de obras é a segunda, e seu término é esperado no próximo semestre. Mas, depois, restarão o reparo de elementos levemente danificados durante o restauro e uma terceira fase, sem prazo para começar (leia adiante). Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Os trabalhos ocorrem, agora, na caixa cênica do teatro — palco, equipamentos, cortinas —, cujos serviços estão 25% concluídos. Fachadas e telhados estão prontos, diz a secretária de Obras e Edificações de Santos, Larissa Oliveira Cordeiro. A planejada terceira fase incluirá, por exemplo, troca das poltronas da plateia e das arquibancadas, reforma das cadeiras dos camarotes, ajustes no acesso aos camarotes de térreo e primeiro pavimento, revitalização dos pisos de madeira e revisão do sistema de ar-condicionado e da iluminação interna. Por enquanto, conforme a engenheira da Prefeitura Viviane Scalia Veloso Pereira, os trabalhos abrangem elementos como a reativação de dois elevadores de palco: um para orquestra e outro para serviços de cenário. A iluminação cênica do palco se tornará de LED. “Também faremos a pintura dos halls, dos camarotes, dos corredores e a substituição das portas. Basicamente, estamos reformando o palco e pintando as áreas de circulação. Atenderemos também a uma exigência do Corpo de Bombeiros, elevando a altura dos peitoris dos camarotes, pois são muito baixos”, explica. Os trabalhos são feitos pela PGC Engenharia de Obras Ltda., vencedora de licitação, por R\$ 4,002 milhões em verba do Departamento de Apoio ao Desenvolvimento dos Municípios Turísticos (Dadetur, estadual). Viviane explica que, por se tratar de um edifício muito antigo, o equipamento precisava de reformas. Mas nada pode ser alterado, pois o prédio está protegido sob o nível mais alto de tombamento na Cidade. Ainda na primeira fase, um dos trabalhos foi a repintura da fachada (Vanessa Rodrigues/AT) Entraves A Prefeitura lembra que, em outubro de 2019, uma ordem de serviço foi dada à empresa Spalla Engenharia, vencedora de licitação, que não concluiu a primeira etapa do restauro. Por isso, foi multada, e o contrato, rescindido. Admitiu-se a segunda colocada, a Lemam Construções, com aprovação do Dadetur. Emitiu-se nova ordem de serviço em 27 de abril de 2023, e os trabalhos acabaram em outubro do ano passado, com três anos e meio de atraso — tanto por causa da demora da Spalla quanto da paralisação das obras devido à pandemia de covid-19. Naquela etapa, recuperou-se a fachada e pintou-se o prédio anexo. Também ocorreram atualização no sistema de para-raios e modernização da iluminação cênica da fachada. Houve, ainda, restauro das portas e janelas do edifício e a recuperação do sistema de sustentação do palco e do piso de madeira. A calçada ao redor do teatro foi refeita. Trocou-se o telhado do palco e se construiu uma nova cobertura metálica, transformando o espaço externo do terceiro pavimento em uma área de lazer, descanso e entretenimento. Os serviços custaram em torno de R\$ 4,2 milhões, com verba do Dadetur. Paralelamente às duas primeiras etapas, fizeram-se pintura, recomposição de paredes, forro no terceiro pavimento e adequações de acessibilidade, ao custo de R\$ 139.968,50. Couberam à empresa Jefferson Coelho Alves EPP e terminaram em janeiro último.