[[legacy_image_40021]] Nos últimos anos, a forma com que as pessoas assistem televisão vem passando por uma revolução. Se antes o aparelho de TV reinava sozinho no centro da sala e das atenções da família, hoje, o jeito de consumir os produtos de audiovisual já não é mais o mesmo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! As telas ganharam cor, alta definição e não estão mais necessariamente fixas em algum cômodo da casa. São móveis e podem reproduzir o conteúdo no momento que estamos disponíveis. E essa grande mudança não terminou. A transição continua. Para o pesquisador em televisão, com especialização em programação e streaming, Dirceu Lemos, os formatos e processo de produção do audiovisual são clássicos e são os mesmos desde o início do cinema. “Mudou a tecnologia, mas todo o processo de criação continua o mesmo, com roteiro, locação, produção de figurino... Na verdade, o que está mudando é a forma de consumo, que entrou num modelo de desprogramação, em que assistimos o que nos interessa no horário que queremos”, avalia. “No momento, assim que passar a pandemia, algumas novidades devem acontecer com o consumo da TV. Teremos um boom de eventos sociais, afinal as pessoas querem sair de casa depois de tanto tempo de isolamento. Isso diminuirá a audiência da TV. Mais para frente, acredito que podem surgir outros formatos e os streamings podem ser o caminho que leva a eles”, diz o doutor em Comunicação e professor Universidade Anhembi-Morumbi, Vicente Gosciola, que também é pesquisador de novas mídias. Globo na frente Lemos dá como exemplo o caminho seguido pela Rede Globo, que vem saindo na frente nesta revolução de inovação. “Ela entendeu isso no passado. Com a TV por assinatura, criou a Globosat com vários canais e é líder. Também entendeu o streaming e veio com a Globoplay”, pondera. No mês passado, a emissora deu mais um passo, sinalizando o caminho da mudança nos próximos anos, em uma parceria com o Google Cloud. Entre outras coisas, permitirá a migração para a nuvem do Google (ou seja, o armazenamento digital) de etapas relevantes dos processos de produção e distribuição do conteúdo e a possibilidade inclusive da criação de novos canais, aumentando a segmentação. O primeiro projeto, já em andamento, da parceria será a integração customizada do Globoplay com Android TV, para combinar a programação da TV aberta (sinal digital, broadcast) e a TV via internet (broadband). Esse processo permite novas formas de interação com o público que esteja assistindo ao canal aberto da TV Globo, com sinal digital padrão. Lemos não aposta no fim da TV aberta com a revolução tecnológica. “Cada plataforma tem a sua especificidade, mas os canais abertos, por exemplo, sempre vão ter o apelo do ‘ao vivo”, afirma. Um caminho que ele considera possível é o do sistema híbrido, com programação ao vivo e canais sob demanda, como o que acontece na plataforma Pluto TV, que chegou recentemente ao Brasil. Dificuldades Apesar de toda a tecnologia disponível atualmente, o especialista em televisão considera que alguns dos fatores que podem atrasar a expansão é a questão financeira e a falta de acesso à internet. “Hoje, a TV paga atinge hoje apenas um terço da população. A maioria dos brasileiros ainda tem o hábito de consumo da TV aberta e o consumo da internet por banda larga, que é essencial para se assistir o streaming, ainda é restrita. O celular está na mão de todos, mas não é todo mundo que tem dados suficientes para uma série ou um filme na internet móvel”. Consumo de programas na televisão deve passar por mudanças e se assemelhar ao streaming por mudanças e se assemelhar ao streaming {HEADER} adobestock