Enrique Diaz trabalha para entender o personagem de Três Graças (Dani Toviansky/ Globo/ Divulgação) Enrique Diaz surgiu com um semblante diferente para interpretar o pastor Albérico em Três Graças. Na novela das nove da Globo, o personagem é um homem religioso e respeitador, que faz trabalho de evangelização nos presídios. Dessa forma, se distancia da imagem do contraventor Gerson Barros, de Volta por Cima (Globo, 2024 a 2025). Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Estou com esse processo de composição em aberto. Eu me sinto pronto para o que pode vir e, aos poucos, descobrir o que vou fazer. Não é só a ideia de líder espiritual, mas de uma ocupação na comunidade. Vejo como as coisas se harmonizam”. Em Três Graças, Albérico lidera a igreja e tem o apoio da filha, Kellen (Luiza Rosa). A melhor amiga de Joélly (Alana Cabral) conquistou a confiança dos moradores da Chacrinha. Segundo Enrique, a parceria entre os dois é um ponto importante. Inclusive, ele confidenciou à jovem sobre a ajuda ao traficante Jorginho Ninja (Juliano Cazarré) na sua reabilitação à sociedade, após a saída da prisão. “Eu acho a novela um milagre. Eles fazem um planejamento de tramas misturadas tão interessantes, complexas e vivas, porque as histórias ficam mudando. A Luiza Rosa é maravilhosa, além de ser uma pessoa linda e sensível. É uma relação que promete de um jeito legal, pois ela, às vezes, parece minha mãe e, em outras, é como uma irmã”. Nem tão bom Depois de Enrique dar vida a vilões em Renascer (Globo, 2024), Volta por Cima' e Reencarne (Globoplay), as pessoas passaram a tecer teorias, nas redes sociais, de que Albérico pode não ser tão bonzinho quanto aparenta. Porém, o pastor é descrito como um homem íntegro e não há qualquer pista sobre algum desvio de caráter do pai de Kellen. Pelo contrário, ele se apresenta nos momentos de dificuldade dos habitantes da comunidade. Viúvo, alimenta um carinho especial por Lígia (Dira Paes). “É meio inusitado um pastor evangélico com uma filha. Um homem sem uma mulher, mas que pode vir a existir no futuro. Não conversei com o Chico (Diaz) sobre fazer um religioso, apesar do meu irmão ter interpretado um padre em Renascer. Cada personagem é único e são contextos diferentes. Pesquisei, mas não possuo as informações que a gente fica, iludido, achando que deveria obter. Não controlo o fim do personagem. Por isso, vou estudando as relações dele”. Entrar na mente Sem julgamentos, Enrique compartilha que deseja compreender a mente de Albérico. O intérprete reconhece a importância da figura do líder da igreja em comunidades como a Chacrinha. Afinal, o folhetim faz um paralelo direto com os pastores espalhados pelo Brasil em posições semelhantes. “É desafiador o setor evangélico presente ali, pois é uma questão em esferas políticas, religiosas e em termos populacionais. A fé é íntima, então há a busca de uma razão de ser assim. Quero entender esse cara. Sem esquecer que ele representa uma coisa enorme dentro dos movimentos sociais e discussões de poder”.