[[legacy_image_101978]] Contar boas histórias é uma dádiva para qualquer ator. E Selton Mello viu em Nos Tempos do Imperador uma boa oportunidade nesse sentido. Afinal, Dom Pedro II é um dos personagens mais emblemáticos do Brasil. Na novela das 18h da TV Tribuna/Globo, o último Imperador do país se mostra preocupado com o povo, com a educação e a família formada com Teresa Cristina (Leticia Sabatella). No entanto, a trama também aborda o peso que a Coroa trouxe e os dilemas pessoais dele, como a paixão por Luísa, a Condessa de Barral (Mariana Ximenes). Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! “Quando li alguns capítulos, fiquei intrigado. O que me moveu a fazer a novela é que é um papel importante na história do Brasil, mas que não foi tão retratado. Pedro I teve a interpretação do Caio Castro, do Marcos Pasquim. Mas não existiu outro ator fazendo um Pedro II que fosse uma referência para mim. Gostei muito do que não li, porém, estava nas entrelinhas”, relata o artista. Apesar do contexto histórico,Nos Tempos do Imperador é ficção. Então, Selton procurou ler biografias, com diferentes perspectivas, de Dom Pedro II, a fim de conhecê-lo melhor. Mas também se apegou aos espaços em branco da trajetória do Imperador para criar uma forma de expressá-lo em cena. Segundo o intérprete, seu processo de composição é simples e respeita traços marcantes do personagem. “O pai foi embora e deixou ele com a Coroa, a mãe morreu. Esse papel de imperador é um pouco personagem. Eu não sei quem é Dom Pedro II e continuo sem saber. Ele tem tantos elementos, mas também muitas lacunas”, comenta. Na vida real, Dom Pedro II se tornou Imperador do Brasil aos cinco anos de idade, quando seu pai, Pedro I, voltou para Portugal. Como era muito jovem para a função, o país entrou no período regencial até que, aos 14 anos, com a Declaração da Maioridade, foi considerado apto a assumir o posto. Responsável pelo país, precisou amadurecer rápido. E é nesse aspecto que Selton vê um pouco de si, pois trabalha na televisão desde os oito anos, quando estreou, em 1981, no seriado Dona Santa, da Rede Bandeirantes. “Faço o Pedro II possível. Uso minha sensibilidade e o que não conheço. Estou emocionado por fazer esse personagem, pois comecei a trabalhar desde criança e, em algum lugar, me identifico com esse cara”, ressalta. Há 21 anos sem fazer novelas, Selton se dedicou mais ao cinema e às séries nesse período. Hoje, aos 48, reflete sobre como a televisão foi importante na sua formação profissional e diz admirar os atores que possuem mais projetos nesse formato, porque a rotina de trabalho costuma ser intensa. “São entre 25 e 30 cenas gravadas por dia. Comecei na Bandeirantes, antes de vir para a Globo, em 1984, em Corpo a Corpo. A minha escola foi trabalhando com grandes atores. Cada um tinha um método e vinha de um lugar. Eu ficava observando e esse era o meu mundo da imaginação. Novela é agilidade. A gente tem de tirar um coelho da cartola, não pensa muito e faz”, afirma.