[[legacy_image_121576]] Com a arte como propósito de vida, Rodrigo Mello se prepara para mais uma passo em sua jornada musical: ele foi selecionado para integrar o time de Carlinhos Brown nesta edição do The Voice Brasil. Ele se apresentou ao som de Photograph, hit do cantor Ed Sheeran, e conquistou os jurados. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Fã de artistas como John Legend, John Mayer e Jason Mraz, Mello associou essas referências ao seu amor por música pop e baladas românticas, que eram as principais influências de seus pais, também cantores. "Combina com a minha voz, é suave, foi uma escolha ideal. Tive um feedback muito legal. Conheci o Ed Sheeran nos últimos anos de navio, com a música Thinking Out Loud. Virou uma febre! Eu cantava direto essa música". Claudia Leitte e Carlinhos Brown viraram as cadeiras para o cantor, que escolheu o artista baiano para seguir sua trajetória no programa. "Me identifico com o Brown pelo fato dele ser compositor, músico e instrumentista como eu". Ele foi escolhido logo em sua primeira tentativa no The Voice e está confiante com os próximos desafios. "Tô com uma expectativa boa! Me sinto muito vitorioso só de ter virado as cadeiras", se alegra o cantor. Não é a primeira vez que o cantor se aventura na televisão. Esse é seu terceiro reality show, após passar pelo Shadow Brasil 3, no SBT, em 2018, e pelo Canta Comigo 2, na Rede Record, em 2019. Nesse último, chegou a semi-final do programa, encantando o júri do programa com uma versão de Easy, clássico de Lionel Richie. Mesmo ansioso pela estreia no reality, ele confessa que não conseguiu ver o programa ao vivo. "Eu estava tocando na hora e começou a bombar meu celular (de notificações). Achei que tinha acontecido alguma coisa com alguém (risos). Aí me falaram 'cê tá passando no The Voice', fiquei sem entender nada! Acabei vendo depois, no GShow". Com o Brasil inteiro esperando e torcendo pelos próximos capítulos, Rodrigo se orgulha da história que constrói na música e agradece pelo apoio de todos que o acompanham nesse caminho. "É o reconhecimento de um trabalho de vida. Me faz bem, e é bom ver os outros bem por ela", celebra. Selecionado nas audições às cegas, Rodrigo Mello segue para as próximas fases do programa, ainda sem datas definidas. "Tenho o sonho de viver da música, ser reconhecido pelo meu nome e talento. Estar no The Voice é uma oportunidade única, vivo essa fase muito feliz". [[legacy_image_121577]] Destino musicalA história já estava escrita antes mesmo de nascer. Os pais de Rodrigo, Nivaldo e Nilza, se conheceram em uma gravação na Rádio Cacique. Ambos cantavam, e passaram esse amor ao filho. "Meu pai cantava seresta, enquanto minha mãe cantava Elis Regina, Dalva de Oliveira, Maísa. Foi ele quem me ensinou meus primeiros acordes. Hoje eles estão falecidos, mas tudo que eu sei, devo a eles". Aos 38 anos, o cantor, compositor e instrumentista já passou por várias escolas musicais. Nascido em Guarujá e criado em Santos desde bebê, Rodrigo começou a cantar na igreja, aos 12 anos, onde associou a paixão pela música à fé cristã. "Eu tinha um grupo na Nossa Senhora Aparecida, o Obra Nova. A gente fazia vários shows pelas dioceses de Santos. Pós igreja, comecei a tocar na noite santista, daí não parei mais". Dos bares, casas noturnas e backing vocals para bandas da região, recebeu uma oportunidade para cantar em cruzeiros, onde permaneceu por 10 anos. Os circuitos internacionais trouxeram uma oportunidade valiosa de expandir o repertório. "Quando fui para o navio, aprendi a cantar em vários idiomas. Comecei a entender o que era realmente música latina, global". O aprendizado foi vital no trabalho em estúdio com a RoG, dupla composta junto ao músico e amigo Gil Junior. "Estamos com um escritório para receber também eventos corporativos, casamentos, etc. Virou uma empresa, e hoje em dia é meu trabalho principal". Mello também chegou a dar aulas de canto e violão durante a pandemia, além de manter lives diárias para animar o público. "Na quarentena, tive que me reinventar. Música é a coisa que mais amo, então faço com prazer". Atualmente, ele está gravando videoclipes e aproveitando para compor, com um DVD para ser gravado após o The Voice. Outro dos projetos futuros envolve a gravação de cursos e videoaulas a serem distribuídas on-line, assim que a agenda permitir. EspiritualidadeA fé está presente em tudo, principalmente na música. Mesmo apaixonado por jazz e black music, o grande amor de Rodrigo está no gospel, que foi sua porta de entrada para o universo musical. "Pra mim, a música é uma coisa de Deus, sabe? Imagina a gente viver sem música! Tudo que eu canto, tento passar o máximo de luz para as pessoas. Espero passar um sentimento bom. Todo músico que começa na igreja tem esse diferencial, de conseguir passar paz cantando". Desde o começo da pandemia, a gratidão pela vida tem sido seu alicerce. "A gente só pede, pede, pede, mas eu gosto mesmo é de agradecer. Temos que agradecer por estar vivos, ainda mais nessa pandemia". O cantor chegou a pegar covid justamente na semana de nascimento do filho, Enrico, que hoje está com nove meses. "Quando ele nasceu, eu não pude ver. Ela (a mãe do bebê) estava pra ganhar. Voltei de noite e me dava uns calafrios. Pensei 'é melhor eu não vê-la', ela estava grávida. No dia seguinte, testei positivo. Parece que foi Deus", garante o músico, que sentiu nesse momento uma proteção ao pequeno. Enrico chegou para iluminar ainda mais a vida de Rodrigo, que viu na paternidade uma surpresa maravilhosa. "É uma coisa de outro mundo. Ele é a pessoa mais alegre. Tinha que acontecer. Ele até já canta!", brinca o pai coruja, exibindo um vídeo do pequeno já balbuciando suas primeiras escalas junto ao pai. A música não só está no sangue como na alma, parte de tudo em que Mello acredita. "É uma missão. Acho que na outra vida eu era músico também. A música é um sentimento acima do amor, é algo espiritual, é vida", reflete.