[[legacy_image_153000]] Um dos destinos mais procurados do Brasil, o Rio de Janeiro está de braços abertos para os visitantes que irão aproveitar a temporada de verão para curtir seus atrativos, especialmente as praias, mas sem descuidar da devida segurança sanitária. Copacabana, Ipanema, Leblon, Arpoador, Barra da Tijuca, São Conrado, na Zona Sul; ou Barra da Tijuca, Grumari, Recreio dos Bandeirantes, Sepetiba, Guaratiba, entre outras, na Zona Oeste, certamente serão algumas das praias mais procuradas pelos visitantes. Mas a Cidade Maravilhosa possui diversos atrativos que podem ser visitados após um belo dia de sol, fugindo dos tradicionais passeios ao Cristo Redentor e Pão de Açúcar. E se o turista chegar à cidade por meio aéreo, é perfeitamente possível fazer o deslocamento utilizando transporte público, bike, carros de aplicativos ou até caminhando. Deslumbrar-se com o por do sol na praia do Arpoador, ver o Cristo Redentor a partir do Mirante Dona Marta, conferir os 52 hectares de puro verde do Parque Lage, visitar o Museu do Amanhã, o Parque das Ruínas, o Museu de Arte, o Forte de Copacabana e o Estádio do Maracanã; pedalar ou caminhar pela Lagoa Rodrigo de Freitas, fazer selfie na Pedra do Telégrafo, percorrer a trilha do Morro dos Dois Irmãos, saltar de asa delta na Pedra Bonita e encerrar o dia nos barzinhos da Lapa ou nos quiosques na orla são algumas das dezenas de opções de lazer que o Rio oferece. Importante levar o comprovante de vacinação, já que o documento é exigido na maioria dos atrativos turísticos, especialmente de ambientes fechados. ESCADARIA SELARÓN [[legacy_image_153001]] Um dos atrativos do momento, a Escadaria Selarón, é um lugar perfeito para quem gosta de fazer selfies e publicar as imagens nas redes sociais. Após ser visitada por artistas e famosos, a escadaria acabou se transformando em um dos pontos mais visitados do Rio, localizada entre os bairros da Lapa e Santa Tereza, na região central. Por ser um logradouro público, a entrada é gratuita. Todos os 215 degraus, que resultam em 125 metros de comprimento, receberam azulejos multicoloridos que se transformaram em uma verdadeira obra arquitetônica, criada pelo artista plástico chileno radicado no Brasil, Jorge Selarón, como forma de homenagear os brasileiros. Espelhos e cerâmicas também foram incorporados à escadaria. Apesar de ser a modinha da vez, a escadaria começou a receber os azulejos em 1990, quando Selarón decidiu, por conta própria, revitalizar o lugar, que estava em péssimo estado de conservação. Chegou a ser ridicularizado pelos vizinhos devido à mistura de cores. Eles as achavam “bizarras”. Parte dos cerca de dois mil azulejos foi recolhida de obras na cidade e doada por turistas de todo o mundo. Os vizinhos mal sabiam que o lugar iria se transformar em ponto turístico onde milhares de visitantes, incluindo estrangeiros, aguardariam nas filas para ter a possibilidade de fazer fotos diante dos degraus multicoliridos, antes tido como “bizarros”. JARDIM BOTÂNICO [[legacy_image_153002]] Visitar o Jardim Botânico (www.gov.br/jbrj/pt-br), além de estar em contato com a natureza, é também voltar ao tempo, já que o lugar foi fundado em 1808, após decisão do então príncipe regente português D. João de instalar no local uma fábrica de pólvora e um jardim para aclimatação de espécies vegetais originárias de outras partes do mundo. Caminhar pelas centenas de espécies de vegetação e respirar ar puro são alguns dos motivos que levam milhares de turistas ao lugar durante todo o ano. Os visitantes podem passear a pé ou de carro elétrico pelas aleias (“ruas”) e ver plantas de diversos países, conhecer as estufas (orquídeas, bromélias, samambaias e plantas insetívoras) e os jardins e coleções temáticos, como o Jardim Japonês, criado em 1935 a partir da doação de 65 exemplares de plantas típicas japonesas. Entre os monumentos, destacam-se o Centro de Visitantes, uma construção do Século XVI, as estátuas de Eco e Narciso feitas por Mestre Valentim, e o Portal da Academia de Belas-Artes, projetado por Grandjean de Montigny. O Jardim também é um bom local para observação de aves. O Jardim Botânico funciona de terça a domingo, das 8h às 17h e às segundas, das 12h às 17h. Os ingressos custam R\$ 60,00 (estrangeiros), R\$ 45,00 (estrangeiros Mercosul), R\$ 24,00 (brasileiros) e R\$ 15,00 para moradores da Área Metropolitana do Rio de Janeiro, com comprovação de endereço e documento com foto. Desde o último dia 15 de setembro de 2021, por força de decreto municipal, está sendo exigido o comprovante de vacinação. REAL GABINETE PORTUGUÊS DE LEITURA [[legacy_image_153003]] Vinte e nove anos após a criação do Jardim Botânico, em 1808, surgia no Rio de Janeiro o Real Gabinete Português de Leitura, criado para oferecer aos patrícios residentes na cidade acesso às publicações de seu país. O prédio impressiona por sua imponência e possui um acervo com 350 mil obras de autores portugueses fora de Portugal. A consulta dos livros é franqueada aos leitores no salão da biblioteca. O lugar foi eleito em 2014 pela Revista Time uma das 20 bibliotecas mais bonitas do mundo. A lista inclui prédios históricos como a antiga biblioteca da Trinity College, em Dublin, a biblioteca de Alexandria, no Egito, a famosa biblioteca pública de Nova York, entre outras. As quatro estátuas que se encontram próximas ao Real Gabinete Português de Leitura são de Pedro Álvares Cabral, Luís de Camões, Infante D. Henrique e Vasco da Gama. Os medalhões da fachada retratam, respectivamente, os escritores Fernão Lopes, Gil Vicente, Alexandre Herculano e Almeida Garrett. O atraente prédio da atual sede do Gabinete foi projetado pelo arquiteto português Rafael da Silva e Castro e erguido entre 1880 e 1887. O estilo arquitetônico é o neomanuelino. Corrente que evoca o exuberante estilo gótico-renascentista vigente à época dos descobrimentos portugueses, denominado “manuelino” em Portugal por haver coincidido com o reinado de D. Manuel I (1495-1521). Aberta ao público desde 1900, a biblioteca do Real Gabinete possui volumes nacionais e estrangeiros. É possível encontrar obras raras como um exemplar da edição “princeps” de Os Lusíadas de Camões (1572), as Ordenações de D. Manuel (1521), um manuscrito da comédia “Tu, só tu, puro amor” de Machado de Assis, e muitas outras. O Gabinete exige comprovante de vacinação para entrada e permanência na Biblioteca. TREM DO CORCOVADO [[legacy_image_153004]] Existe um ditado popular que diz que quem vai ao Rio de Janeiro e não visita o Cristo Redentor, então, não foi ao Rio. Realmente é impossível estar na cidade e não querer dar “um pulinho” até lá também para ver o Rio do alto. Para chegar ao Cristo, o meio de acesso mais procurado são as vans, que saem de alguns pontos da cidade. O ponto principal, porém, fica no Centro de Visitantes Paineiras. Os carros saem de lá e deixam os turistas ao pé do Cristo. Basta subir as escadas ou utilizar o elevador para chegar até o monumento. Mas o meio de transporte mais interessante e que possibilita ter uma visão privilegiada do Rio de Janeiro é o Trem do Corcovado (www.tremdocorcovado.rio). O passeio, que dura aproximadamente 20 minutos, tem início na locomotiva elétrica, centenária e duas vezes ambientalmente correta, pois não polui e atravessa a mata atlântica preservada, pertencente ao Parque Nacional da Tijuca. Os valores para adultos são R\$ 83,50 (baixa temporada) e R\$ 105,50 na alta temporada. Crianças de 5 a 11 anos pagam R\$ 60,00. Até quatro anos não pagam, desde que estejam no colo do seu responsável, porém, é necessária a comprovação da idade por documento. O passeio inclui também a volta e o acesso ao Cristo Redentor. Todos os sábados, domingos e feriados são considerados alta temporada. Por lá também exige-se o comprovante de vacinação. O jornalista Reginaldo Pupo e a repórter fotográfica Jéssica Aquino viajaram ao Rio de Janeiro a convite do JW Marriot Hotel Copacabana.