[[legacy_image_226301]] Para Regina Casé, Todas as Flores marca uma mudança brusca em sua carreira. Na novela do Globoplay, a atriz e apresentadora interpreta, pela primeira vez, uma vilã ambiciosa. Desde o primeiro capítulo da trama de João Emanuel Carneiro fazendo maldades, Zoé era uma mulher em situação de rua e com índole duvidosa. Ela enriqueceu por conta dos crimes que cometeu. Envolvida com um esquema de tráfico humano, a personagem usa uma obra social como fachada, a fim de encobrir seus negócios escusos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Nunca tinha feito uma personagem rica. A sensação que eu tenho é que ela merecia um flashback a cada capítulo. É alguém que se prostituiu, teve uma história com Rivaldo (Chico Diaz) e Humberto (Fabio Assunção). Quando ela encontrou a filha Maíra (Sophie Charlotte) pela primeira vez, era para salvar a vida da caçula Vanessa (Letícia Colin)”, lembra. Na trama, Zoé só se importa com dinheiro e passa por cima de qualquer um para isso. A vilã vê Vanessa como uma oportunidade de colocar as mãos na fortuna de Rafael (Humberto Carrão), só que o ex-noivo da jovem acaba se envolvendo com Maíra. Segundo Regina, a criminosa não conseguiu criar essa relação de mãe e filha com a designer e a trata mais como uma amiga e cúmplice. “Ouso dizer que a Vanessa é bem pior do que a Zoé. O encontro dela com Maíra é impactante. Aos poucos, isso vai humanizando essa vilã, que leva um susto por sentir amor e carinho pela filha, pois a outra só briga com ela. Zoé nem sabia que esses sentimentos existiam. Sei que é impossível defendê-la, que os atos não são justificáveis. Ela não faz maldades por vingança nem é psicopata, só quer grana”, ressalta. O último projeto de Regina para a televisão havia sido Amor de Mãe (Globo, 2019 a 2021), onde viveu a amorosa dona Lurdes. Em Todas as Flores, a artista intercala as vilanias de Zoé com momentos de carinho com as duas filhas. De acordo com a atriz, equilibrar essas ações tem sido um grande desafio, porque a traficante não tem limites quando precisa atingir metas. “Zoé era uma menina de rua que brigava de canivete com os meninos e batia carteira. Ela não tem um repertório grande de afeto, mas também não é uma vilã linear. Quando acaba de fazer uma coisa terrível, em seguida, já faz um bolinho de formigueiro para a filha. A Maíra não sabia que a mãe é ruim e a tratava de forma tão doce, que aquilo a quebrava”, reflete. Zoé não age sozinha. Como cúmplices, a mulher tem o apoio de Humberto, seu amante, e também de Galo (Jackson Antunes), que colabora com o esquema de tráfico humano. Apesar de fazer atrocidades, assim como outras malvadas de João Emanuel Carneiro, a personagem é bem-humorada. Segundo Regina, essa característica tem sido bastante explorada por ela nas cenas. Mas, mesmo assim, não retira o peso das más ações da mãe de Maíra e Vanessa. “A Zoé diz o contrário do que eu penso, prego e luto. Essa é a primeira vez que isso aconteceu na minha vida. Foi uma grande ruptura. A personagem é engraçada, viva e carismática. Uma coisa que não consigo tirar é o humor. Tento colocar esse lado cômico até mesmo nas cenas mais pesadas. Não é só o riso, mas também a graça”.