[[legacy_image_94882]] Uma relação de amor e ódio, permeada por constantes trocas de farpas e diálogos afiados, divertiu os espectadores de Verdades Secretas. Rainer Cadete e Dida Camero, intérpretes de Visky e Lurdeca, acreditam que a intimidade que estabeleceram em cena ajudou no sucesso da dupla que agitava o dia a dia da agência de Fanny (Marieta Severo). “A Dida é do teatro, assim como eu, então a sensação da parceria no set é a mesma da coxia do teatro, que é muito gostosa. Foi uma grande surpresa e grande presente que Verdades Secretas me deu. Ela se tornou minha amiga pessoal durante a novela e até hoje nunca deixamos de nos encontrar”, conta Rainer. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Na trama de Walcyr Carrasco, de volta à grade da TV Globo a partir de amanhã, Visky é o booker da agência e Lurdeca trabalha na contabilidade. Um sempre tenta interferir no trabalho do outro e disputam a atenção da chefe. Em entrevista, o ator relembra mais sobre o trabalho na trama, os bastidores e a parceria em cena. Você e Dida Camero fizeram uma dupla e tanto. Como era a parceria no set? Ela se tornou minha amiga pessoal durante a novela e depois, quando acabou, viajamos juntos com meu filho Pedro para a Chapada dos Veadeiros. Foram dias incríveis! Depois viajamos outras vezes e nunca deixamos de nos encontrar. Seu personagem também estava sempre ao lado de Fanny, interpretada por Marieta Severo. Como era contracenar com ela? Me senti zerando na vida. Toda vez que eu ia encontrar e contracenar com ela a sensação era essa. Para mim ela é uma das maiores atrizes do mundo, eu a admiro muito. Assim que cheguei no Rio aos 18 anos fui assisti-la com a Andrea Beltrão no espetáculo As Centenárias, no teatro delas, o Teatro Poeira. Desde então elas se tornaram uma referência para mim, do que eu gostaria de ser quando crescesse. E apesar da gente sempre criar expectativas e elas gerarem frustrações, nesse caso foi o contrário. Eu tinha todas as expectativas do mundo, só que ela superou porque Marieta é uma pessoa incrível, sensível, engraçada, parceira, acessível, me ensinou tanta coisa, desde como separar o texto para estudar, até como lidar mesmo com todo mundo no set, mantendo a paz, a felicidade e o astral pra poder criar. O que você sentiu quando soube que Verdades Secretas voltaria a ser exibida na TV Globo? Achei sensacional, estou muito feliz. Verdades foi um divisor de águas na minha carreira e um marco na teledramaturgia. Saber que ela vai ser reprisada depois desses anos todos foi ótimo e vai ser um excelente esquenta para Verdades Secretas 2. Vai ficar bem fresquinho na memória de todo mundo. Durante todos esses últimos anos não tem um dia que alguém não poste algo do Visky e me marque nas redes sociais. As pessoas continuaram assistindo no Globoplay e agora novamente na TV aberta vai alcançar muito mais pessoas. É legal vibrar junto com o país, com a galera, acompanhar dia a dia a repercussão das cenas. Vai ser uma delícia. Como você descreveria seu personagem e como foi o processo de construção dele? O Visky é o cara mais livre que eu já conheci na minha vida. Ele me ensinou muito sobre liberdade e o processo de preparação foi muito intenso. Na época eu emagreci mais de 10 quilos, viajei para a Espanha, fiquei três meses estudando com o Coraza, que é o coach do Javier Bardem, já com o salto no bolso pro Visky. Quando voltei fiz aula de passarela, de Stiletto, que é uma dança com salto alto, fiz aulas com fonoaudiólogo, mergulhei no universo Lgbtqia+, toda a representatividade que esse personagem trazia, esse corpo político ocupando o espaço e mostrando para as pessoas que elas podem ser livres também e ocuparem os espaços sendo o que são, da maneira que bem entenderem, desde que não prejudiquem os outros. Foi um processo muito intenso e a sensação que eu tenho hoje é do Visky ser um personagem e uma persona minha também. Como o Visky marcou a sua carreira? Foi um momento em que colocaram uma lupa de aumento no meu trabalho e perceberam que sou um ator de construção (...) Todos os prêmios para os quais fui indicado eu ganhei para ator coadjuvante. Foi um momento muito especial e marcante”.