[[legacy_image_212779]] O baixista Marcelo Maccagnan, nascido em Santos, mas residente em Nova Iorque desde 2017, explora o vaporwave (gênero musical fluído de música eletrônica e jazz, com inspiração na nostalgia dos anos 80 e 90) em seu novo álbum, Night Tales. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O músico sempre teve um pé no jazz e outro no rock, e desta vez elabora um ambiente sombrio, futurista e melancólico, remetendo a bandas como Radiohead. O próprio título do álbum é uma tentativa de traduzir a sensação soturna das canções. O material foi gravado em três partes. Primeiro, vieram as faixas Vital Spark e Creatures of Habit, esta última com participação da cantora Simona Smirnova, da Lituânia, também radicada em Nova Iorque. Por último, o baixista surpreende com um cover da clássica balada neo-psicodélica Black Hole Sun, um dos principais sucessos da banda grunge Soundgarden. “Sempre gostei muito dessa música, e achei que o tema combina com o de Night Tales. Então, foi simplesmente a decisão de fazer um arranjo. Também achei que adicionar uma cover ajudaria a promover o álbum”, conta. MudançaMaccagnan explica que foi estudar nos Estados Unidos, e seu plano inicial consistia em ir para a Berklee College of Music, em Boston. Com o passar do tempo, teve várias oportunidades para se estabelecer no país e permaneceu por lá. “Eu decidi mudar para Nova Iorque, mas foi algo não planejado, que aconteceu aos poucos”, conta. O baixista diz que tenta compor a partir das ideias que vêm à cabeça, sem se manter preso, rigidamente, a um tema. Ele cita como influências desde o jazz fusion do saxofonista Donny McCaslin, da banda californiana Yellowjackets e da pioneira Mahavishnu Orchestra, do guitarrista John McLaughlin, até inovadores eletrônicos como Radiohead, Daft Punk e Deadmous5. Tudo isso, sem deixar de lado os ritmos que aprendeu ouvindo Milton Nascimento. Por morar fora do Brasil e respirar a cultura de vanguarda nova-iorquina, Maccagnan sente que a cidade e a comunidade musical o transformaram mais em um cidadão internacional do que brasileiro. “Nova Iorque tem muitos músicos incríveis tocando música brasileira, mas eu costumo me aproximar de outros estilos, como fusion, rock e som indiano. Então, creio que as pessoas não me veem muito como um músico do Brasil, e sim como um artista criando algo com uma voz pessoal específica”, conclui. *Reportagem feita como parte do projeto Laboratório de Notícias A Tribuna - UniSantos sob supervisão do professor Eduardo Cavalcanti e do diretor de Conteúdo do Grupo Tribuna, Alexandre Lopes.