[[legacy_image_26608]] Após o adiamento de lançamentos de alguns filmes no País e no mundo, há grande possibilidade das salas de cinema serem fechadas, para se evitar o contágio pelo coronavírus (Covid-19). Pelo menos é essa a intenção da Federação Nacional das Empresas Exibidoras Cinematográficas (Feneec) que, em conjunto com o Sindicato das Empresas Cinematográficas do Estado de São Paulo, pede que o Governo do Estado de São Paulo feche todas as salas do Estado. Numa carta aberta divulgada ontem, as duas entidades pedem que o governador João Doria “assuma o papel de fechar as salas de cinema de todo o Estado, na forma da lei”. Justificativa A justificativa da solicitação é de que o encerramento das atividades temporariamente por iniciativa das próprias empresas levaria um tempo maior do que o exigido numa situação crítica de saúde pública, uma vez que as negociações seriam individuais com as empresas administradoras de shoppings. “Os shoppings pertencem a diferentes grupos econômicos, com participação de investidores, fundos de previdência, fundações e outros, o que demandaria diversas instâncias de negociação, resultando num prazo para solução dos problemas que a saúde pública não tem”, diz um trecho da carta, que finaliza afirmando que “o bem-estar dos espectadores de cinema e dos funcionários das empresas de cinema é hoje a nossa prioridade.” A Feneec está divulgando cartas similares nos demais estados onde ainda não foi determinado o fechamento dos cinemas. Recomendação No último final de semana, quando anunciou o fechamento de museus, bibliotecas e equipamentos culturais públicos, Doria recomendou que cinemas, casas de shows e teatros também adotassem essa prática. Na Capital, algumas salas de cinema já fecharam as portas, como o Belas Artes e o Espaço Itaú. Mas as grandes redes continuam operando normalmente. Na Baixada Santista, até a tarde de ontem, as salas – representadas pelo Sindicato das Empresas Cinematográficas – mantinham a programação para os próximos dias, com filmes já em cartaz. Procurado, o Governo do Estado não respondeu até o fechamento desta edição.