[[legacy_image_78558]] Três exemplares da dramaturgia produzida pela emissora mexicana Televisa - A Usurpadora, Maria do Bairro e Marimar - chegarão à Globoplay. Elas se juntarão à fina flor da produção nacional: Tieta, Roque Santeiro, Vale Tudo, O Bem Amado, Caminho das Índias e Joia Rara - as duas últimas, vencedoras do Emmy Internacional de Melhor Telenovela. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Isso quebrará a barreira entre o que se convencionou a ser sinônimo de padrão de qualidade e as tramas mexicanas, consideradas inferiores - apesar de terem lugar cativo no coração dos telespectadores. E transformarão em cult essas produções - sim, as reprises de telenovelas ganharam esse caráter desde a criação do Canal Viva, em 2010, e quando, em 2020, a Globo decidiu publicá-las na íntegra em sua plataforma de streaming. As três produções fortemente associadas ao SBT - A Usurpadora, por exemplo, foi exibida sete vezes pela emissora - entrarão até o fim do ano no catálogo da plataforma, com a mesma dublagem exibida na TV de Silvio Santos. Essa questão, aliás, é crucial no acolhimento por parte dos fãs de novelas. Qualquer mudança gera descontentamento, e pode frustrar a intenção do canal de conquistar um novo público. Uma espécie de aquecimento para a chegada dos teledramas mexicanos foi a estreia, há quase um mês, do remake de Rubi, produzida pela Televisa em duas ocasiões, 1968 e 2004, inspirada no original de Yolanda Vargas Dulché. A versão dos anos 2000 foi exibida pelo SBT três vezes. Agora, a história da menina pobre que passa por cima dos sentimentos da melhor amiga para conquistar seu noivo cheio de dinheiro aparece em formato de série filmada em 2020, com 26 episódios e adaptação do roteirista venezuelano Leonardo Padrón. O remake integra o projeto Fábrica de Sueños, da Televisa, que pretende transformar folhetins de sucesso em séries. De acordo com a Globoplay, que exibe o remake com exclusividade no Brasil, Rubi ficou em primeiro lugar entre as séries na primeira semana de sua exibição, superando títulos americanos como The Big Bang Theory e The Good Doctor. Para a head de conteúdo do Globoplay, Ana Carolina Lima, a plataforma recebe essas novelas mexicanas "naturalmente". "A relevância dos conteúdos é um dos pilares do nosso portfólio. Títulos que fizeram sucesso em outras plataformas não são uma novidade para nós. No ano passado, por exemplo, trouxemos para nosso catálogo a série Todo Mundo Odeia o Cris", diz a executiva, referindo-se à comédia americana produzida entre 2005 e 2009 e que, na TV aberta, foi exibida pela Record. Ana Carolina afirma que a plataforma tem uma curadoria que pesquisa conteúdos que respondam aos anseios dos assinantes. "Isso nos permite não só atender às demandas do público como também surpreendê-lo", diz. Ainda segundo a executiva, A Usurpadora, Maria do Bairro e Marimar fazem parte de um pacote que a plataforma fechou com a Televisa que inclui ainda as séries mexicanas Sem Medo da Verdade (cuja primeira temporada estreou em 28 de junho) e as novelas Império de Mentiras, Amar a Morte e Cair em Tentação, todas inéditas por aqui. Outros conteúdos latinos entrarão em breve na plataforma, como El Bronx, série policial colombiana, e Operação Pacífico e Marido de Aluguel, da Telemundo, rede americana de língua espanhola. A última é um remake da brasileira Fina Estampa (2011), de Aguinaldo Silva. Todas já absorveram a linguagem das séries americanas e trazem produções mais caprichadas para atrair o público do streaming. Confira mais em ATribuna.com.br: [[legacy_youtube_JV84wrxHdlg]]