[[legacy_image_206228]] Foi lançado nesta sexta-feira (9), na Pinacoteca Benedicto Calixto, o livro Nos Abismos da Esperança. A obra relata a experiência dos autores Tatyana Jorge, Marcelo Quintela e Gito Wendel em expedições humanitárias na África, entre os anos de 2010 e 2018. As missões tinham como objetivo defender populações infantis altamente vulneráveis (crianças-bruxas na Nigéria, crianças escravas no Senegal e crianças refugiadas em Uganda). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O valor arrecadado com as vendas será destinado para a construção de playgrounds no campo de refugiados de guerra em Uganda, onde a ONG Religar possui um orfanato para crianças que perderam os pais durante os combates e as fugas nos conflitos ocorridos no Congo e no Sudão do Sul. “A ONG já consegue atender as necessidades vitais das crianças, por isso já podemos investir em parques infantis”, conta um dos autores, Marcelo Quintela. Durante o período que estiveram vivenciando a rotina dessas crianças, os autores documentaram tudo em suas redes sociais, realizando uma rica coletânea que hoje é eternizada nas páginas do livro. Os textos transmitem sentimentos variados, entre nuances de desapontamento e cansaço dos escritores diante da perda de alguma criança, até muita alegria, satisfação e renovação de esperanças diante dos finais felizes, abordando de forma crua e direta a realidade de crianças destinadas a escravidão, abuso e morte em cantos de extrema miséria na África. Mas relata também a rotina de voluntários que vão com o objetivo de levar ajuda e muito amor ao povo. “A principal finalidade do conteúdo é dar esperança a quem lê”, destaca Quintela. Tatyana Jorge também fez parte das missões como jornalista. “Logo que eu conheci o projeto, quis muito participar, mas demorei para convencer os voluntários, pelos riscos que mulheres sofrem. Mas era uma missão de vida e eu estive duas vezes na Nigéria. Muita gente nos pergunta por que fazer isso tão longe. É claro que temos projetos lindos aqui, mas são crianças que precisam ser respeitadas em qualquer lugar do planeta”, diz a apresentadora do JT1. Ela lembra que quando chegou ao orfanato viu que as crianças dividiam as mesmas roupas. Não tinham nada. “Orfãs que perderam tudo e não têm ninguém. Levamos bonecas feitas à mão, e as crianças dormiam agarradas a elas. Ao voltar, deixei parte do meu coração lá”.