[[legacy_image_201106]] Transformar instantes em memórias é a essência da fotografia, que tem seu dia mundial celebrado nesta sexta (19). E em um mundo tão digital, a tecnologia só ajudou os profissionais do setor a evoluírem cada vez mais, seja no ramo da comunicação, de festas e eventos, diversos segmentos econômicos, como design e arquitetura, e até mesmo em nosso dia a dia, eternizando momentos ao lado de parentes e amigos. “Acredito que a fotografia só ganhou com o avanço digital. Ele proporcionou que a fotografia ficasse mais acessível para a população”, afirma a fotógrafa Carolina Pierre, que atua em eventos corporativos e pessoais. “O papel da fotografia sempre foi de registrar. E nos dias de hoje, ela está literalmente na palma da mão”, ressalta o repórter-fotográfico de A Tribuna e dono de um prêmio Vladimir Herzog, Alexsander Ferraz. A repórter-fotográfica de A Tribuna, Vanessa Rodrigues, frisa que, tanto no papel quanto no digital, a missão da fotografia é informar e testemunhar os fatos, mas com importantes diferenças entre essas plataformas. “No papel, claro, o impacto visual é muito maior por conta das possibilidades que a diagramação traz para a página. Acredito que esse ‘casamento’ no papel produz capas históricas de jornais e revistas que ficam em nossa memória. No digital, a informação é imediata, em tempo real”. TecnologiaSe, antes, a imagem captada por profissionais da fotografia demorava horas para ser revelada, hoje ela pode ser vista no mesmo instante. Para os fotógrafos, os avanços digitais e as redes sociais reforçaram que o trabalho profissional sempre se destacará. “O que antes era restrito a poucos se tornou acessível. Agora, todos podem usufruir da arte da fotografia, basta ligar o seu smartphone e sair clicando. A fotografia se tornou mais popular, e para o fotógrafo, que ama o que faz, isso foi um grande presente”, explica Carolina. Para Vanessa, hoje todo mundo pensa em fotografia. A era digital trouxe essa permissão para o experimentar e o pensar. “Com o digital, houve ganho quanto às possibilidades tecnológicas. Hoje temos inúmeros equipamentos ligados à fotografia utilizados para diversas áreas, além do fotojornalismo. A fotografia contribui para a nossa evolução. Porém, o outro lado é que hoje se produz muito conteúdo fotográfico sem reflexão sobre o ato fotográfico”. Redes sociaisFerraz acredita que a tese de banalização da fotografia profissional não se sustenta porque o bom profissional sempre terá espaço. “Além disso, tem muita gente nova que é bem criativa. A tecnologia ajudou o fotógrafo a atingir perspectivas que antes eram praticamente impossíveis de realizar”. Para Vanessa, as redes sociais afetaram positivamente o trabalho fotográfico. “Muitos não têm conhecimento na área e acabam necessitando de um excelente profissional para realizar o trabalho”. Ela acredita que a remuneração, no entanto, foi afetada. “Há inúmeros profissionais na área, aqueles que sabem o que estão fazendo e aqueles que não têm o conhecimento técnico. E muitas vezes o valor conta mais que um bom trabalho”. Ainda assim, o futuro é promissor. “Enquanto respirarmos fotografia, haverá espaço”. VisibilidadeDe acordo com Ferraz, as redes sociais deram maior visibilidade para a fotografia. “As pessoas, hoje, em sua maioria, já sabem até como se posicionar e são mais exigentes no ato da foto. Existe uma preocupação com enquadramento, com a luz e até com o ângulo da foto muito maior que anos atrás, que era só apontar para a cena e ‘seja o que a revelação do filme quiser’. Não há mais isso”, afirma. Segundo Carolina, as redes abriram os olhos do público para a fotografia. “Quem não gosta de postar uma foto bonita nas redes? Seja uma foto de uma paisagem, de um pet ou até uma selfie. As redes sociais abriram novas frentes de trabalho e proporcionaram uma exposição maior. Mas o maior ganho foi a valorização das fotos. Eu acredito que os clientes passaram a buscar mais os fotógrafos depois que os cliques passaram a fazer sucesso nas redes”.