[[legacy_image_183287]] Frances Ethel Gumm tornou-se mundialmente famosa com o nome artístico de Judy Garland. Atriz, cantora e dançarina, é considerada uma das principais estrelas da era de ouro dos musicais de Hollywood. Consagrou-se aos 17 anos em O Mágico de Oz, fama que também se tornou uma maldição: passou a viver com medicamentos para controlar o peso e a beleza. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Tentou o suicídio várias vezes e morreu de overdose em 1969, aos 47 anos. No centenário de seu nascimento, comemorado ontem, o ator, letrista e produtor Claudio Botelho, um dos grandes conhecedores da vida da atriz, elencou curiosidades. Corte de um clássicoQuando O Mágico de Oz ficou pronto, os produtores acharam o filme longo. E decidiram cortar uma canção que, na opinião deles, era lenta. A música sugerida: Over the Rainbow. Arthur Freed, produtor musical, ameaçou rasgar todas as outras canções caso Rainbow não voltasse. Voltou. CachêO salário que Judy Garland recebeu em O Mágico de Oz era igual ao cachê dos atores com nanismo que faziam os Munchkins. E nem um centavo a mais. Após o sucesso como Dorothy, a ascensão foi vertiginosa. Com menos de 18 anos, Judy era a atriz mais bem paga do cinema norte-americano. Fazia um filme atrás do outro e ali entram os médicos da Metro e suas pílulas para dormir, estimulantes para trabalhar, anfetamina para tirar a fome, fora as plásticas para redesenhar um rosto que, se já não era de menina, estava longe de parecer Elizabeth Taylor. SexualidadeFilha de um pai homossexual atormentado e que vivia fugindo de si mesmo, Judy conviveu com este assunto a vida toda. Casou-se cinco vezes, duas delas com homossexuais. Seu casamento com o diretor Vincente Minnelli deu ao mundo um furacão chamado Liza. Mas a consciência da sexualidade do marido arrebentou Judy emocionalmente. Durante as filmagens de O Pirata, dirigido por Minnelli e coestrelado por Gene Kelly, Judy sentiu que o marido estava dando mais atenção a Kelly do que a ela. Decidiu chegar atrasada em todas as filmagens. O estúdio começava às 6 horas, Judy só aparecia depois das 16 horas. OverdoseJudy Garland foi encontrada morta sentada no vaso sanitário de sua casa perto de Londres, em 1969, aos 47 anos. Uma overdose de barbitúricos, segundo a autopsia. Seu corpo foi levado a Nova Iorque. Acostumados aos maus tratos da polícia, naquele dia um grupo de homossexuais decidiu revidar. Entrincheiraram-se e declararam: “Acabou! Ela morreu, nós não temos mais medo de nada nem de ninguém. Vamos enterrá-la e a partir de hoje saímos da sombra”. O dia é conhecido como A Tomada de Stonewall. A história da atriz inspirou a peça Judy - Muito Além do Arco-Íris, que chegou ao cinema em 2019, garantindo o Oscar de melhor atriz para Renée Zellweger. Ainda no Brasil, estreou ontem, no Rio, a peça Judy - O Arco-Íris É Aqui, de Flavio Marinho e estrelado por Luciana Braga.