[[legacy_image_46163]] Ohana, na cultura havaiana, significa família. E é exatamente esse conceito que o guitarrista Luiz Oliveira levou para seu primeiro trabalho solo. O CD é uma espécie de ode às relações familiares que o músico santista, radicado em São Vicente, achou por bem colocar em arranjos, timbres, sons e voz. Ele vem divulgando alguns singles no canal que possui no YouTube, onde o lançamento oficial de todo o conteúdo ocorrerá no dia 29 deste mês. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Por família, na visão do artista, entenda-se pessoas com laços sanguíneos e do círculo de amigos e parceiros de trabalho. O disco tem nove faixas, quase todas instrumentais, explorando a técnica que Luiz vem desenvolvendo há muitos anos. Em duas canções, há voz: no Blues Pra Nega, uma homenagem à mulher, Cristiane, e Nico Sorriso, com a participação de seu filho Nicolas, de apenas 8 anos. “É um CD conceitual. E em boa parte dele representa uma jornada, que é a minha paternidade e a maternidade da minha esposa. Mas não é só isso”, relata, ao lembrar de faixas dedicadas aos pais e a uma tia que faleceu. Portanto, garante, o álbum é bastante emotivo, onde procurou extravasar sentimentos por meio da música. O começo Estimulado pelo irmão mais velho, Luiz Oliveira começou a aprender guitarra aos 13 anos. E não parou mais. Conciliando os estudos e o trabalho em outras funções, resolveu dedicar-se à música quando já tinha certezado caminho escolhido. E buscou em fontes de primeira qualidade os ensinamentos que o tornaram um músico experiente. Teve aulas com Mauro Hector, Mozart Mello e Michel Leme, também homenageados na música Aos Mestres. “Eles foram importantíssimos na minha carreira”, completa. O CD Ohana, na verdade, é o primeiro trabalho solo, porque Luiz Oliveira já havia feito um outro disco com a Metal Jam, banda que integrou e se mantém na ativa. “Não tínhamos dinheiro para fazer a prensagem do disco. Aí, eu e o baterista (Fernando Marques) pedimos demissão de onde trabalhávamos e conseguimos concluir o disco. Depois, lá por 2004, fui convidado para dar aula com o Zuzo Moussawer (baixista de Santos). E não parei mais”. Luiz é também empreendedor e atua como diretor artístico da Luiz Oliveira Guitar Team, uma unidade de ensino com cinco professores. Na pandemia, a escola trabalhou essencialmente de forma remota, fato que o surpreendeu. “Hoje, temos alunos até de fora do País”. Inspirações O heavy metal e o hard rock foram suas inspirações para entrar no mundo da música. Com o passar do tempo, naturalmente,houve anecessidade de explorar outros sons, o que ampliou seu repertório artístico, com MPB, jazz, fusion e rock, claro. E o CD tem este mosaico musical. “É um liquidificador”. A veia de compositor, lembra, começou a surgir depois de duas participações na Encenação da Vila de São Vicente. “Foi a virada de chave que deu o start para esse CD. Na primeira, eu fiz um arranjo heavy metal para o Hino Nacional e na segunda, me chamaram para compor 11 trilhas orquestradas para a Encenação. Topei o desafio. Nessa época, me direcionavam sobre o que deveria ser feito para determinadas cenas. Isso despertou em mim meu lado de compositor”. Como Luiz diz que a família abrange amigos e parceiros, ele faz questão de citar as participações no CD de Caio Fernandes, da Cabeção Music, que foi peça-chave, Zuzo Moussawer que gravou duas faixas, o violonista Bruno Conde, o baixista Binho Harris e João Romualdo no sax.