[[legacy_image_15615]] Com uma queda de arrecadação estimada em R\$ 10 bilhões até junho, o Governo do Estado de São Paulo determinou, nesta semana, o corte de gastos nos serviços considerados não essenciais enquanto durar o enfrentamento ao coronavírus. Entre maio, junho e julho, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa vai ter R\$ 69 milhões de seu orçamento contingenciado e o corte será repassado para as Organizações Sociais (OSs) que administram os equipamentos públicos. Desse total de verbas da Cultura, cerca de R\$ 1 milhão sai dos repasses para a TV Cultura e o Memorial da América Latina. O restante será retirado dos valores que vão para as OSs que fazem a gestão de 55 museus estaduais. Isso representa um corte de 14% do orçamento de cada instituição, que terá que apresentar, ainda nesta semana, um plano de ação para o estado. “Todas as atividades presenciais já estavam com atividades paradas desde a terceira semana de março, fechados ao público. Isso já gera uma economia”, explica o secretário estadual de Cultura Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão. Ele afirma que como não há a mesma demanda de público, também não há demanda de pessoal. No decreto de contingenciamento de despesas do governador João Doria, publicado na última terça-feira, aponta que as OSs devem considerar em sua readequação de repasses a adoção das medidas previstas nas medidas provisórias do Governo Federal que tratam das relações de trabalho, permitindo a redução da jornada de trabalho e de salário. “Neste momento, todos nós temos que fazer esse sacrifício para fazer o enfrentamento à Covid-19”, afirma. Leitão garante que a orientação dada às OSs é que não haja demissão de funcionários neste período e nem corte de programas culturais, apenas suspensão de algumas ações. Baixada Santista Na região, o corte de verbas também afeta o Museu do Café. “Gostaria de ter informações, mas só tenho incertezas neste momento”, afirma a diretora executiva do museu, Alessandra Almeida. Ela afirma que o plano de ação para o corte de verbas ainda está em elaboração. “Tivemos uma reunião dos diretores de museus com o secretário e agora devemos ter outras reuniões individuais com coordenadores da área de museus para que a gente possa avançar”, diz. Alessandra conta ainda que o equipamento já vem trabalhando para reduzir as despesas desde o início do isolamento, com redução de despesas de consumo e renegociação de contratos. “14% é um valor alto, mas pode ser diluído. Depende muito da retomada das atividades. Se isso acontecer no próximo dia 10 [última data anunciada para o término do isolamento pelo Governo do Estado], começamos a recuperação. Se for no final de maio, já teremos outro cenário. Se for mais para frente, outro”, avalia. Programação digital Enquanto isso, a equipe do Museu do Café está ampliando a oferta de programação digital, com visitação do prédio, exposição do seu acervo e até novas exposições e conteúdos pensados para este período de quarentena dentro do projeto Cultura em Casa.