[[legacy_image_103469]] O Museu do Café de Santos – que ocupa o histórico prédio da Bolsa do Café – se prepara para as comemorações dos 100 anos da edificação com reformas e inovações que acentuam sua tradição. As fachadas acabam de ser renovadas, um novo auditório foi entregue e, ainda para este ano, está prevista a reativação do antigo restaurante Clube da Bolsa, no 3º andar. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Além disso, há ampla programação cultural. A recuperação da torre do relógio e das fachadas do Museu do Café, arquiteturas que se sobressaem nas ruas do Centro Histórico, foram entregues na última terça-feira, em comemoração aos 99 anos do equipamento. O evento contou com a presença do secretário de Cultura e Economia Criativa de São Paulo, Sérgio Sá Leitão, e de autoridades locais. Nestas obras foram investidos R\$2,9 milhões. “A última restauração aconteceu há 24 anos e por conta da umidade da cidade tudo estava escuro, com vegetações e perdendo os detalhes. Agora parece que temos um prédio novo, ficou melhor do que o esperado”, reconhece o vice-presidente do conselho do Museu do Café, Carlos Brando. O novo auditório localizado no segundo andar do edifício tem 60 lugares. O espaço ainda não tem previsão para ser utilizado, por conta da pandemia. [[legacy_image_103470]] O atual projeto de destaque é a reabertura do restaurante que funcionou até os anos 1970. O orçamento previsto para a recuperação do espaço – revestido de madeira, com excêntricos lustres e amplas janelas – é de R\$ 540 mil. Ele deve estar pronto em dezembro, diz Brando. “Queremos fazer do ponto não só um restaurante de qualidade, mas também um local que possa sediar eventos”, complementa o representante. Ainda assim, o futuro do andar ainda está em aberto. Um processo de concessão ou um projeto de Restaurante Escola, por exemplo, estão entre as possibilidades. De qualquer forma, a ideia é que o local traga contribuições culturais e também financeiras. [[legacy_image_103471]] Em paralelo, também está prometida a entrega da primeira fase de um projeto luminotécnico até dezembro. A ideia é que sejam instaladas luzes que ressaltem a estrutura externa do museu durante a noite – tendo possibilidade de realizar show de luzes. Outra proposta, ainda embrionária, é de transformar a Rua Frei Gaspar, que fica na lateral do Museu do Café, em “um boulevard que leve os pedestres até o museu”, como adianta Brando. Ele explica que a ideia já foi discutida com autoridades e foi bem recebida. [[legacy_image_103472]] Conheça o museuA partir de uma tour feita no Museu do Café pela Reportagem na tarde da última quinta-feira (16), com auxílio da educadora Mariana Camilato, as exposições disponíveis no espaço foram exploradas. Atualmente, o equipamento tem três exposições. [[legacy_image_103473]] A Café patrimônio cultural do Brasil: ciência, história e arte é a única de longa duração, com quatro módulos que destrincham a história do café desde o grão aos impactos socioculturais de seu comércio. Além disso, a estrutura do pregão (onde os corretores e especuladores davam vida à Bolsa do Café) e as obras de Benedito Calixto, que ficam no saguão principal, também são consideradas parte desse acervo. As outras duas exposições são itinerantes: O Feminino no café e Mundo em rede: as telecomunicações e o café. Visitas podem ser feitas de terça-feira a domingo, das 9h às 18h – com bilheteria ate às 17h.A entrada inteira custa R\$ 10 e aos sábados é gratuita. Por conta da pandemia, não é possível realizar visitas em grupos ou totalmente guiadas com educadores. Sobre a acessibilidade, além da questão educacional e do dia de visitas gratuitas, há cartilhas em braile sobre a história do museu e “canetas” com áudio que podem ser solicitadas em casos de necessidade. O edifício também possui rampas e elevadores.Confira mais informações e programações no site do museu. [[legacy_image_103474]] Impressões de quem visita"É a primeira vez que venho nessa parte do museu. Conforme você vai andando vai se sentindo dentro da história. Achei genial a maneira que tudo foi exposto. Com toda a parte lúdica parece que você se reporta à época, conseguindo entender melhor a história do café. É tudo muito bonito. Adorei as exposições" - Silvia Tulha - 56 anos, aposentada, Santos."Eu adoro museus e minha mãe comentou sobre o Museu do Café. É o primeiro que vou em Santos. Adorei a parte das vestimentas e da linha do tempo, que não faça, só sobre o café em si, mas da história como um todo. Superou minhas expectativas. Achei tudo organizado e com muito conteúdo" - Karen Zambel - 29 anos, administradora, São Paulo. [[legacy_image_103475]] [[legacy_image_103476]]