[[legacy_image_215970]] Eis que chega o tão aguardado momento do ano em que cinéfilos paulistanos e de várias latitudes congregarem à Mostra Internacional de Cinema de São Paulo. O tradicional festival acontece desta quinta (20) até 2 de novembro. Carinhosamente chamada apenas de “a Mostra”, o evento retoma o formato majoritariamente presencial. Ao longo de duas semanas, desfilarão nas telas nada menos que 223 títulos de 60 diferentes países na 46ª edição do evento, criado no longínquo 1977 pelo grande crítico, jornalista e cineasta Leon Cakoff (1948-2011). Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Tão tradicional quanto o evento em si, o cartaz da Mostra, cuja arte sempre é assinada por expoentes do universo cultural do Brasil e do exterior, este ano tem a lavra do muralista brasileiro Eduardo Kobra, também homenageado com a apresentação do documentário Kobra – Auto Retrato, de Lina Chamie, selecionado para o festival. Autores consagrados? Os novos do mexicano Alejandro Iñarritu, do iraniano Jafar Panahi, Marco Belochio (Itália) e do russo Alexander Sokurov, entre outros, estão no programa, assim como a nova série do sempre controverso dinamarquês Lars Von Trier. Palma de Ouro em Cannes 2022, Triângulo da Tristeza, do sueco Ruben Ostlund, também vem. Ao longo da programação, serão prestadas muitas homenagens e apresentações especiais, caso das projeções de clássicos brasileiros restaurados como Deus e o Diabo na Terra do Sol, de Glauber Rocha, e A Rainha Diaba, de Antonio Fontoura. Outra homenageada é a cantora e atriz Dóris Monteiro, protagonista de Agulha no Palheiro (1953), de Alex Vianny, com o Prêmio Leon Cakoff. Restaurado pela Cinemateca Brasileira, o filme será projetado na própria instituição. Já o prêmio Humanidade será outorgado à diretora paulista Ana Carolina, durante a apresentação especial de seus filmes Mar de Rosas, Das Tripas Coração, Sonho de Valsa e Paixões Recorrentes. A Mostra 2022 homenageia o recém falecido mestre Jean-Luc Godard, com exibição especial do documentário Até Sexta, Robinson, de Mitra Farahani, que condensa um diálogo de 29 semanas entre o diretor franco-suíço e o cineasta e o escritor iraniano Ebrahim Golestam. E, claro, cabe homenagem ainda ao saudoso Arnaldo Jabor, através da exibição de um de seus longas mais famosos, Eu Te Amo.