[[legacy_image_279327]] Morreu, aos 86 anos, nesta quinta-feira (6), o diretor de teatro e dramaturgo José Celso Martinez Correia, em São Paulo. Ele estava internado na UTI do Hospital das Clínicas, entubado por conta das queimaduras que sofreu durante um incêndio. Ele deixa seu marido, Marcelo Drummond e o cãozinho Nagô. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Seu apartamento no bairro Paraíso pegou fogo na última terça-feira (4) após sofrer um suposto curto-circuito no ar condicionado. O incêndio deixou Zé Celso com 40% do corpo queimado. O 36º DP (Vila Mariana) investiga a causa do incêndio e o andar do prédio foi interditado pela Defesa Civil. Zé Celso nasceu em 30 de março de 1937 na cidade de Araraquara, no interior de São Paulo. Ele iniciou a carreira na década de 1950, quando se mudou para São Paulo para estudar Direito na USP. Sua paixão pelo teatro o levou a abandonar o curso e em 1958 fundou o Teatro Oficina. O dramaturgo ficou conhecido por sua abordagem experimental e sua disposição em desafiar as convenções teatrais. Em 1974, Celso foi detido e exilado pela ditadura militar, sendo obrigado a morar em Portugal. Ele voltou para o Brasil cinco anos depois. O Teatro Oficina é uma das maiores organizações a afrontar a ditadura no país. Em 2023, Zé Celso foi homenageado pelo Festival de Cenas Teatrais (Fescete). O diretor inclusive estava presente na abertura do festival, em 15 de junho, no teatro do SESC Santos.