[[legacy_image_191540]] O Dia do Rock, comemorado em 13 de julho, é uma data para celebrar e manter vivo o gênero clássico que encanta gerações. Na Baixada Santista, os fãs do estilo musical se expressam de forma artística e guardam memórias afetivas com bandas do estilo para perdurar o legado do famoso 'rock n' roll'. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! 'O rock nunca morre'O músico Edmar da Silva, de 37 anos, conheceu o rock há 20 anos e tem ele como profissão."Eu ouvia muito rock na época da escola, principalmente Green Day e Blink 182. Eu tinha os discos e ouvia no discman [aparelho de reprodução musical]", relembra. Hoje, Edmar é baixista e vocalista de duas bandas de rock na Baixada Santista. Ele afirma que as características principais do estilo não podem ser deixadas de lado. "Cada integrante traz sua identidade. Podemos ir de AC/DC até Simple Plan, mantendo os vocais e sonoridades caricatas que o rock tem". O músico salienta que o rock atinge o público de maneiras diferentes, sendo um gênero versátil e atemporal. Edmar afirma que 'o rock nunca morre' e encanta todas as idades. "O rock desperta interesse nos jovens, mesmo eles não tendo contato com a época. Vejo pessoas de 20 anos em casas de rock curtindo e cantando as músicas antigas", diz. O músico completa que, para ele, o rock significa manter-se jovem. "O rock é rebeldia. Uma conexão com estar vivo. Além das músicas, a atitude desse estilo faz com que eu me sinta na juventude", conclui. [[legacy_image_191541]] Trilha sonora do amor O casal Daniela Figo e Lukas Lopes, moradores de Santos, são 'fãs de carteirinha' de bandas de rock. Juntos há 14 anos, a dupla coleciona memórias afetivas que levam como trilha sonora músicas clássicas do estilo. Eles colecionam inúmeros shows assistidos em seus anos de histórias. "Ir em shows é o único programa que topamos andar muito, pegar chuva e dormir pouco. É uma experiência incrível ver uma banda que amamos", disse Daniela. O show que mais marcou a dupla foi do Pearl Jam, em 2015. O casal contou que a banda tocou cerca de 34 músicas durante três horas, e transmitiram uma energia contagiante."O estádio Morumbi precisou acender as luzes para o show acabar. A banda não queria finalizar, foi uma sensação maravilhosa". Com o retorno dos eventos presenciais, a dupla já foi em dois shows: Kiss e Metallica. Eles afirmam que foi como um 'lavar de almas'. "Gritamos, pulamos, suamos. Foi maravilhoso. A expectativa para outros eventos está grande, já compramos outros ingressos e vamos comprar para mais shows", confessaram. [[legacy_image_191542]] Rock na arteTer uma banda é o puro espírito do rock n' roll. É o que Daniel Teles tenta transmitir em suas ilustrações em forma de quadrinhos. Períodos antes da pandemia, sua banda tinha lançado um CD e planejava fazer uma turnê pela região. Com o decreto da quarentena e por passar muito tempo longe dos amigos, Daniel passou a fazer desenhos que contavam sobre o cotidiano da banda - tudo dentro do contexto do rock. "Começar a história em quadrinhos acabou sendo minha forma de expressar a saudade de tocar e gravar", contou.Teles afirma que o período o fez refletir sobre tudo que viveu e todas as pessoas que conheceu participando da cena do rock na região. Além de ilustrar, Daniel organizou um festival de música para artistas independentes de rock na Baixada Santista - o Alternapalooza."Quando paro para pensar na quantidade de bandas que já tocaram, me dá muito orgulho. A falta de espaço no circuito tradicional da cidade obriga a galera a se movimentar para mostrar o som pro público e tirar algum dinheiro", concluiu. [[legacy_image_191543]]