[[legacy_image_312674]] O camundongo mais famoso do mundo está de aniversário. É impossível olhar para Mickey Mouse e não entrar de cabeça no universo de Walt Disney. Pois, há exatos 95 anos, ele fazia sua primeira aparição numa animação, O Vapor Willie (Steamboat Willie). E, claro, não falta gente disposta a soprar as velinhas com o simpático personagem, dono de uma aura de perenidade em um mundo acelerado. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Duas santistas ouvidas por A Tribuna levam essa paixão por Mickey e sua namorada Minnie a sério. Para elas, assistir uma ou outra animação é pouco: amor de verdade traz consigo roupas, moda cama-e-mesa, acessórios de cozinha... Até mesmo um casamento temático. Afinal, eles personificam um sentimento universal: o amor. “Eu fiz com o tema do Mickey e Minnie, contra a vontade do meu esposo. Ele acabou aceitando de final”, entrega a auxiliar de saúde bucal Luana Rodrigues da Silva, de 41 anos. “Ele não teve muita escolha, porque eu que estava vendo as coisas (risos). Ele trabalha de casa, e eu estava afastada pelo INSS, pois havia caído de moto. Por isso, eu que via as coisas e o avisava. Aos poucos, foi cedendo. Ele é de bom coração”, elogia. A casa onde ela mora com o marido, o analista de transporte em comércio exterior Edgar Nascimento, de 38 anos, e a filha, a estudante Anna Beatriz da Silva, de 22 anos, é uma viagem ao universo de Mickey Mouse. Roupões, mantas, chinelos e, claro, muitos bichinhos de pelúcia e brinquedos diversos com a imagem do icônico personagem dominam o ambiente. A paixão de Luana começou já depois da infância, mas veio para ficar. [[legacy_image_312675]] “Comecei olhando assim: “ele é bonitinho, engraçadinho”. Aí, você vai comprando uma coisa, outra e, quando vê, todo mundo começa a falar que você está fanática. E eu respondendo que não (risos). Tanto que fiz tatuagem do formato deles no braço. Morro de medo de tatuagem, mas fiz. E assim foi indo”, resume a auxiliar de saúde bucal, que ainda sonha com uma viagem ao Walt Disney World, na Flórida (EUA). “Não tenho condições financeiras, mas, quem sabe, um dia...”, torce. Herança de paiA influenciadora Mariana Rio, de 33 anos, também sonha conhecer a Disney. Mas garante que, quando for, não vai passar em branco. “Não consegui ir ainda por conta de trabalho, e financeiramente também. Mas vou me organizando e juntando dinheiro. Porque sei que, quando for, voltarei falida (risos). Quero trazer a Disney comigo para Santos. Porque se é para ir, que seja com dignidade”, explica. [[legacy_image_312676]] Segundo ela, a relação com Mickey Mouse remete à convivência com o pai, já falecido, ainda na infância. “Ele sempre me dava muitas pelúcias do Mickey. E eu fui pegando o gosto. Quando ele faleceu, eu tinha 9 anos de idade. E ele sempre me disse que, quando eu fizesse 15 anos a gente iria juntos. Era o sonho dele, e o meu também. Por conta dessa relação com ele, fui cultivando isso”. Na memória, fantasias de Mickey e Minnie, filmes clássicos e outros momentos de contato com a atmosfera do personagem. Hoje, a relação se materializou em utensílios de cozinha, por exemplo. “Ganhei cabeça, pelúcia, camisa, chaveiro... Inclusive, uma seguidora minha me trouxe a banheira de sorvete que vendem lá. Ela disse: “Mari, o sorvete eu não consegui trazer, mas a banheira eu trouxe pra ti”. Achei muito fofo”, agradece. Mas o que Mickey tem de tão especial, que o faz resistir ao tempo? Mariana tem uma resposta. “A Disney fala muito sobre sonhos e suas realizações. E, para mim, a vida é isso: ir atrás dos nossos sonhos”, define. Quem há de discordar?