[[legacy_image_74965]] Inspirado e fascinado pelos mistérios do mar, um santista se debruçou na produção de dez anos de uma história em quadrinhos ficcional, Atlântico, lançada neste ano pela editora independente Lab Migaloo. Veja mais detalhes na videorreportagem abaixo. [[legacy_youtube_ekVMboy7ebU]] Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Nascido e criado em Santos, Lucas Busto desde a infância desenha e tem uma forte relação com as praias da Cidade, dois encantos que ele uniu na criação de seu novo HQ. “Eu acho que o mar fascina muita gente, o mistério que tem dentro do mar, por baixo de toda a sua massa de água. Quando estamos dentro do mar, sentimos coisas que nem sempre sentimos na superfície”. E não só isso, as idas e vindas do quadrinista entre Santos em São Paulo, onde morou por alguns anos, também o inspiraram na hora da criação. “Eu sempre pensava que São Paulo é não ter um horizonte, não tinha um lugar para entender a dimensão de onde você está. Toda vez que eu voltava para Santos, eu tinha uma conexão. O gibi também fala sobre isso de formas diversas, do contraponto entre a cidade grande e o mar”. Por sinal, é nas profundezas do Oceano Atlântico que o único personagem da história, um homem, resolve se aventurar sozinho em um mergulho com apenas um aquário na cabeça, um camarão, uma camisa amarrada e uma espécie de tubo caseiro. “Essa viagem é ‘ele com ele mesmo’. Então, o protagonista desenvolve meios não muito convencionais para isso”, explica. É um distanciamento do habitual que aparece não só nos elementos que acompanham o personagem da obra, mas também nas escolhas que o quadrinista fez ao longo da produção. Em Atlântico, não há os tradicionais balões de diálogo e pensamento presentes em histórias em quadrinhos. “O objetivo é forçar uma ideia solitária, eu poderia ter optado pelos balões, mas isso limitaria a interpretação das pessoas, deixaria muito óbvio. Esse formato serviu para não criar algo panfletário, literal”. Para Lucas, a escolha pela forma absurda busca valorizar a história e, principalmente, a interpretação individual de cada leitor sobre a HQ. “Não tem uma moral da história. A base sempre é buscar uma forma para contar uma história. Neste caso, foi um gibi”, finalizou. Atlântico foi lançado com apoio da Secretaria de Cultura de Santos, por meio de um edital da Facult de 2018 e está disponível para venda no instagram @lusta.tif e na Livraria Realejo.