[[legacy_image_90968]] Na era dos serviços de streaming e plataformas digitais, um jovem de Praia Grande, no litoral de São Paulo, prefere consumir música de uma forma diferente, ao som de discos de vinil. Felipe Rios, músico de 28 anos, tem um quarto reservado para uma coleção de cerca de 700 LP's. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A paixão de Felipe é antiga, surgiu aos 14 anos, influenciado pelo avô, Dario Antonio Catarina, que também era um colecionador dos discos. "Ele sempre me dava o que não gostava, como vinis de rock, do Led Zeppelin, Deep Purple e Pink Floyd". De lá para cá, o músico pegou gostou pelo hobby do avô e sempre garimpa novas aquisições para a própria coleção, que, inclusive, tem um lugar especial dentro de casa. Em um pequeno quarto, Felipe organiza os discos entre prateleiras, ele explica que é um espaço dedicado à música. "Acho mais prazeroso, ele tem um peso, um som mais encorpado", observou. [[legacy_image_90969]] Neste sentido, Rios tem preferência por produções brasileiras, tanto que elas representam a maior parte de sua coleção. Para ele, manter tantos discos em bom estado é uma forma de conservar com carinho os grandes nomes da MPB. "É uma forma de preservar algo histórico, é um jeito de cultivar a história da nossa música". E, quando perguntado sobre o porquê consumir música de um modo pouco usual entre os jovens, Felipe explica que consumir vinil tem uma certa singularidade, além de exigir que o ouvinte preste atenção nas faixas, tenha calma com o tempo de cada disco. "Vinil é diferente, tem que sentar com calma para ouvir, esperar um lado [do disco] acabar para só começar o outro. Acho que o que me apega é o charme de tudo isso", finaliza.