[[legacy_image_146434]] Considerado o embaixador do circo brasileiro, Marcos Frota sempre lutou para que o público entendesse o circo como inspiração para todas as outras artes e o encontrou como uma oportunidade de amadurecimento espiritual. O ator já esteve em novelas como Mulheres de Areia, América e O Clone. “O teatro, o cinema e a televisão são a minha profissão. O o circo é o exercício da minha profissão e da minha cidadania”, conta, em entrevista exclusiva. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Frota está com o Circo dos Sonhos em temporada em Praia Grande (confira em destaque). O ator explica, ainda, as dificuldades de fazer circo atualmente. “Continua a ser um grande desafio. Mas, por outro lado, o circo brasileiro nunca esteve tão revigorado, respeitado e com tanta aceitação. Hoje, o circo está reinventado e uma nova geração de artistas, empresários e professores é responsável por dar toda essa força ao circo. Eu estou muito orgulhoso de fazer parte de uma geração que contribuiu para que o circo pudesse olhar para frente”. Frota é um grande “fã” do Brasil e, a cada dia que passa, se orgulha mais do seu país e da nova geração que chega. “Essa nova geração que está chegando aí me encanta com as suas percepções e consciência. As crianças, por exemplo, já vêm preocupadas com o meio ambiente e sintonizadas com as ferramentas tecnológicas”, explica. Frota também fala em “despertar da consciência”. “Se o Brasil trabalhar na educação, na cultura, com todas as possibilidades do exercício de cidadania, essa tomada de consciência pode vir naturalmente, pode fluir. Nada melhor do que uma geração esperta, consciente”, diz o ator e embaixador do circo brasileiro. Artisticamente, quais são as diferenças e semelhanças entre o circo, o teatro e a tevê? A minha luta sempre foi para que o público entendesse o circo como segmento artístico, como precursor, como inspirador de todas as outras artes. O teatro, o cinema e a televisão são a minha profissão. O circo é o exercício da minha profissão e da minha cidadania. Mas o foco principal de todas as artes é o público. É você se encontrar com o seu público. Como é fazer circo no Brasil em 2022? Fazer circo no ano de 2022 continua a ser um grande desafio. Mas, por outro lado, o circo brasileiro nunca esteve tão revigorado, respeitado e com tanta aceitação. Hoje, o circo está reinventado no Brasil e uma nova geração de artistas, empresários, professores é responsável por dar toda essa força ao circo. Eu estou muito orgulhoso de fazer parte de uma geração que contribuiu para que o circo pudesse olhar para frente. Quais as adaptações feitas pelo circo para permanecer relevante no imaginário das pessoas? No que o circo que você faz hoje é diferente daquele de há 20 anos? O circo sempre foi um espetáculo muito tradicional, que tem uma memória muito grande nas pessoas. Você fala em circo e as pessoas automaticamente se alegram. Agora, o circo precisa olhar para frente porque ninguém quer ver algo chato, mal feito, mal construído. Hoje, o circo é diferente porque ele tem que estar em sintonia com o mundo atual. Mas a curiosidade do público permanece a mesma, impressionante. Dizem até que, enquanto houver uma criança, haverá um circo. Se você fosse definir o circo em uma frase, qual seria? O circo é o lugar da alegria. Você batalha fortemente pelos direitos humanos há algum tempo? Como você vê a situação hoje, no Brasil, em relação a isso? Acredito que iremos encontrar os caminhos que precisamos para nos tornar a grande nação do terceiro milênio, um país referência. E isso que eu digo não é só entusiasmo, é a alegria da minha alma que provoca essa atitude diária. É por isso que eu levanto, vou trabalhar, porque eu acredito neste país, acredito no povo brasileiro, na juventude. Como a arte em si pode contribuir para as questões dos direitos humanos? Ela ajuda, de alguma forma, em uma tomada de consciência, por exemplo? A nova geração que está chegando aí me encanta com as suas percepções e consciência. Quanto às crianças, por exemplo, muitas já estão preocupadas com o meio ambiente, sintonizadas com as ferramentas tecnológicas. É a questão do despertar da consciência. Se o Brasil trabalhar na educação, na cultura, com todas as possibilidades do exercício de cidadania, essa tomada de consciência pode vir naturalmente, pode fluir. Nada melhor do que uma geração esperta e consciente. E é exatamente isso que vejo no circo, esse despertar da consciência das crianças. Tirar um pouco os celulares e computadores e despertar uma inquietude. Você conhece bem Santos, Praia Grande e a Baixada Santista? Que histórias têm daqui? Eu adoro Santos, Santos é minha cidade. Meu pai nasceu na Avenida Ana Costa e a família tem um apartamento no José Menino. Tenho também grandes amigos na cidade e sou torcedor do Santos Futebol Clube. Conheço muito a Baixada Santista, as praias, as histórias, as tradições. Torço muito para que Santos acabe se tornado uma referência de turismo, gastronomia, tecnologia, comunicação... Eu venho para a Cidade sempre que posso.