[[legacy_image_226573]] Marcos Caruso se aproximou das vivências do professor Dante ao gravar os primeiros capítulos de Travessia em São Luís, no Maranhão. Na novela das 21h da Globo, o ator dá vida ao antigo mentor de Ari (Chay Suede), sendo um profundo conhecedor da história da cidade. De acordo com o intérprete, ele precisou olhar, de perto, para compreender melhor quem é esse homem e, assim, transmitir seus ideais em cena. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! “Estudo mais de fora para dentro do que de dentro para fora. Preciso agir, pois não sei organizar mentalmente. Não sou um cara da concentração, sou da dispersão. Estar em São Luís foi como a explosão de uma garrafa de champanhe. Por mais que soubesse da história de quando a cidade foi formada, só consigo criar vendo”, conta. No folhetim escrito por Gloria Perez, Dante é contra a destruição de um casarão histórico de São Luís para a construção de um moderno shopping center. Durante 20 anos, o professor tem lutado por essa causa e rivaliza com Guerra (Humberto Martins). Agora, o empresário conseguiu corromper o pupilo do mestre e contribuiu para o afastamento dos dois, após o rapaz se envolver romanticamente com Chiara (Jade Picon). “Fui descobrindo o Dante aos poucos. Vi de onde podia tirar isso de dentro de mim. Se eu não fosse ator, seria guia turístico ou professor. Ele é um homem que preserva e defende uma coisa de algum perigo, de um mal. A gente não está só cuidando do bem”, comenta. Segundo Caruso, a trama reflete o povo brasileiro em um aspecto geral, por sempre tentar recuperar algo que foi perdido. Dante, por exemplo, defende que a parte histórica da cidade fique de pé e não seja abandonada em nome de uma arquitetura moderna. “O que me surpreendeu é que a gente tem de resgatar São Luís, preservar a cidade e tudo em volta. Você observa que o casarão está totalmente recuperado e dá vontade de chorar. Quando vê que o entorno não está belo da mesma forma, lamenta ainda mais. Precisamos das ações dos governantes”, frisa. A ida ao Maranhão enriqueceu a composição da personalidade e a linguagem de Dante e dos demais personagens oriundos da região. O ator ouviu sotaques e conheceu as tradições e costumes dos moradores de São Luís, familiarizando-se com eles. “Andei muito pelas ruas do Maranhão sozinho. Tinha uma faculdade de História na frente do lugar onde estava a nossa base de produção. Então, fui até lá e observei os professores ensinando. Dessa forma, peguei o espírito de quem é o Dante”, relata.